sexta-feira, 1 de junho de 2012

Nesta terra houveram palmeiras onde cantavam os sabiás. Esta terra que um dia tudo que se plantasse colhia, hoje está seca. Não há mais formosura em seus bosques. Não há alegria em seus hinos. Foram-se todas as coisas. Restaram apenas tristezas e lamúrias por dias vindouros que nunca virão. São suspiros amargurados, dores agonizantes e gritos de desespero. Porque continuas na esperança do amanhã se nem mesmo o sol brilha sobre nós? Porque permanecer atento a sinais de mudança se estão todos alheios? Andamos todos sobre o sangue que sai de nossas próprias artérias. Este sangue hoje irriga nossas plantações, alimenta-nos. Não venha me dizer sobre a acidez de tais palavras. Antes, porém, reconheça: Esta terra que pisas um dia viu alegria, viu cores. Viu o fortalecer revigorante de uma manhã. Sentiu a brisa tocar sua face misturado aos aromas inconfundíveis da liberdade. Foi-se o tempo da felicidade.

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