segunda-feira, 25 de junho de 2012

Seria ingratidão minha estar insatisfeito com a vida?
O que seria certo fazer nestas condições?
Forçar uma existência errônea? Delinquente? Aleijada?
Livrar-se de tal situação? Abominá-la? Tomá-la em liberdade?

São tantos atos e fatos.
Tantas ações e reações.
Estímulos inconsequentes.
Respostas intempestivas.
Já não sei mais quem poderia ter sido se não fosse o que sou.
Sei apenas o que não posso ser. - Uma constante negativa existencial.
Sei das minhas dores, sei dos efeitos de meus defeitos.

Sou uma brisa. Sem peso, aroma ou efeito.
Mas que mesmo assim, impossível seria viver sem esta.

Sou como o orvalho na matina.
Imperceptível à maioria, delicada e sem vida.
Mas que sobre delicada pétala, revive e dá o brilho a quem todos encantam.

Não sou nada. Sou ninguém.
Vagando rumo ao horizonte.
Perambulando em busca de conforto.

Sou a tristeza e a solidão
Sou a sanidade e a loucura
Sou o amor e a dor
Sou tudo e nada sou.





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