terça-feira, 19 de maio de 2009

...continuação [Parte III]

Naquela mesma manhã, assim que acordei ainda com olhos semicerrados vi que a cama estava vazia.
“Onde estará Bruno?” “Terá ido trabalhar e sequer me avisou?” “Talvez não quisesse me incomodar.” “Será que devo ir embora?” – inúmeras perguntas corriam minha mente para tentar entender o porquê de não vê-lo ali, naquele momento depois de uma noite tão maravilhosa.
Me enrolei naquele lençol escarlate e fui andando pela casa em direção à cozinha.. precisava de um copo de água e, foi lá mesmo na cozinha que o vi somente com uma samba canção preparando uma mesa com pães, manteiga, leite, café e frutas. Era um banquete.
- Ah! Bom dia dorminhoco, como está? – Bruno me perguntou.
- Bem, eu acho. Que horas são?
- Ainda é cedo, não se preocupe com isso.. preparei essa mesa pra você. – Ele respondeu.
- Vou colocar minha roupa. – Respondi.
Voltei e, de fato, aquela mesa parecia bastante convidativa e logo me sentei frente ao meu homem. Peguei uma fatia de pão e já fui passando a manteiga, sem cerimônias, pois também estava faminto e foi aí que ele colocou sua mão sobre a minha e me disse: “Seu cabelo está todo bagunçado.”, e riu num gesto meio sem graça.
- O que? – Fiquei imóvel, achei que ele falaria algo mais romântico ou adequado ao momento onde duas pessoas apaixonadas se sentam para comer.
- Seu cabelo, está bagunçado. – Repetiu a frase.
Meio desconcertado e fazendo questão de apresentar tal reação, passei suavemente as mãos pela minha cabeça para ver se assim aquietava as madeixas.
- Não se preocupe, você fica lindo assim. Um jeito meio menino de ser, foi isso que me conquistou em você. – E Bruno seguiu dizendo: Adorei a nossa noite, você é muito gostoso e eu te quero sempre do meu lado.
Aquele assunto estava me deixando pouco à vontade. Fazer comentários de uma transa é algo excessivamente desconfortável, mas tudo bem!
Depois de comermos fui arrumando os objetos, colocando-os sobre a pia, empilhando-os para que pudessem ser lavados (sempre é educado), mas ele me impediu agarrando minha mão e me puxando para a sala onde ficamos por um tempo vendo desenho na televisão e trocando carícias e beijos.
- Lú, tenho que ir trabalhar. – Bruno me avisou.
- Sim. E eu tenho que ir embora, minha mãe deve estar doida atrás de mim. – Sorri meio sem graça.
Ele se levantou, virou-se para mim e estendeu sua mão. O que aquilo queria dizer?
- Vamos tomar banho. – Respondeu, como se já tivesse lido a minha mente.
Segui-o, e fui novamente tirando minhas roupas. Ele que já estava somente de cueca, facilmente se desfez de toda aquela ornamentação que escondia o seu sexo.
Entramos debaixo do chuveiro e fomos inundados com uma água quentinha e suave que parecia lavar nossas almas. Ele ia me lavando, passando xampu sobre minha cabeça enquanto eu estava de costas para ele, aproveitando também para se encostar-se a mim.
Lavava minha cabeça e descia suas mãos sobre meu corpo, lavando cada pedacinho de mim, me excitando. “Vou cuidar de você agora, menino.” – Bruno dizia. Ele seria meu homem, aquele que cuidaria de mim, me defenderia e muito além... me amaria.
Assim que a espuma se entregava sobre a água deixando-se despregar de meu corpo, Bruno envolvia-me em seus braços fortes e me agarrava, beijava meus lábios. Aquela água escorrendo sobre nossos corpos dava um clima tão sensual àquele momento que mal poderia controlar um gozo.
Ver a água correndo sobre o corpo do meu homem, parecendo gotículas que brotavam de seu âmago, gotas que ia aos poucos sugando a cada passar de minha língua sobre aquele corpo.
Bruno sequer esboçava uma reação, apenas encarava-me nos olhos, olhando meu espírito e beijava-me; em silêncio entramos, e do mesmo modo saímos. Começava a me preocupar.
- Porque você está tão calado? Arrependido por ontem a noite? – Perguntei.
Ele que estava de costas vestindo uma camisa em algodão onde cores claras se destacavam sobre pequenas linhas traçadas ao longo do tecido. Era sexy além de lhe atribuir um ar senhorio. Terminou de abotoar aquela camisa e voltando-se para mim disse que me sentasse. Foi que fiz.
- Lú, tenho que te confessar uma coisa, ...

2 comentários:

TRΛИSĞRЄSSIVΛS disse...

AI QUE TUDO!
AS PRIMEIRAS FRASES JA ME CONQUISTARAM!
JA VIREI FÃ!
NAUM VOU FALAR NADA SEM ANTES LER DO COMEÇO!
ABÇ

Sofista Minimus disse...

Somatizando,

Obrigado pela visita ao meu blog e pelo comentário.

Vou dar uma passadinha aqui pelo teu blog e espero ficar por aqui, rs.

Gostei do seu comentário acerca da postagem, se quiser escrever um contraponto e me mandar, postarei lá também.

Abraço,

Sofista.

Abraço,

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