domingo, 19 de dezembro de 2010

Fracassos

Antes todos as coisas me pareciam tão certas.
Hoje estão incertas.
A felicidade que antes parecia tão certeira, foi consumida por uma intensa agonia.
O que nos faz ser o que somos?
Somos terríveis, desonestos, hipócritas, medíocres.
Nos vemos grandes mas reconhecemos uma pequenez insólita.
Escondemo-nos debaixo tantas máscaras e quando verdadeiramente nos mostramos causamos horror e repulsa.
Fazemos boas ações na esperança de anestesiarmos sentimentos de vazio e desdém ao próximo.
Nos tornamos mais duros que rochas, e nos enganamos.
De fato, reproduzimos amor.
Mas este não conhecemos e não sentimos.
Somos uma farsa!
Roubamos, mentimos, manipulamos.
Tantas consequencias de uma lamacenta imundície. Tantos pesares.
Por vezes nos sentimos bem diante todas as coisas.
Reconhecemos um breve estado inventado a que nomeamos de felicidade, e logo nos esquecemos de tudo.
Esquecemos de toda a frieza e perversão que faz nossos corações pulsarem.
Esquecemos dos outros e reconhecemos em nós mesmos a própria divindade.
Vazios por natureza.
Neste estado ermo, nos deixamos manipular.
Música, estilo, mídia, sejam quais forem.
Somos ignorantes.
Nos apegamos a algo para que sintamos.
Se sentimos, estamos vivos.
Como é difícil estar vivo!
Somos o fracasso, o erro dos deuses.
O motivo da eterna amargura divina.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Réquiem ao amor. [Part I]

Ontem sonhei com você.
Não um sonho qualquer.
Era nosso primeiro encontro.
Aquelas reconhecidas expectativas, receios, desejos.
Irá gostar de mim?
E, de certo, um breve olhar. Um acenar.
Quão doces eram tuas feições naquele instante em que me viu.
Afinal, o que significaria?
Um olá, e a conversa fluiu naturalmente.
Um pedido, um filme, num cinema.
E mesmo o cavalheirismo de se oferecer a pagar o meu convite.
Um breve sorriso.
Negação e consequente insistência.
Como poderia recusar diante tão gentil oferta?
Em sala escuro, flashes de luzes refletidas em tela branca formando imagens que ainda me eram desconexas.
Iluminando parcialmente o ambiente.
Olhares discretos.
Toques súbitos e rapidamente interrompidos.
Uma adorável timidez.
Um instigante jogo de sedução.
De repente um toque de mãos.
Um suspiro, um olhar.
Mãos deslizam pelos dedos, acariciando cada mínima parte.
Sobre as pernas agora repousam.
Olhares mais intensos.
Começo a descobrir teu rosto. Apalpá-lo.
E em teus olhos eu enxergo o que nunca antes havia visto.
A bondade e ternura que outrora pensava haver se perdido na humanidade.
Teu olhar penetrante, enudece.
Tuas mãos, minhas mãos...e lábios.
Lábios se tocam, um suave estalo.
Mãos se pegam e se relacionam...
Pouco parecia nos importar o resto do mundo.
Nesta sala, éramos eu e você.
E nos descobríamos pelo toque.
Nos entendíamos no olhar.
Teu queixo em um constante roçar em meu pescoço.
Teus braços que agora me envolvem. Perco-me.
Braços fortes, protetores e, ao mesmo tempo, ternos.
Um sussurro: Nossa!
Interjeições que substituem qualquer outra expressão ou frase.
Nossa!
Estas foram as únicas palavras ditas mediante um oceano de afetos.
E pareceu não haver fim.
Teu sorriso que me constrangeu.
Me apego a idéia de ti.
[...]

domingo, 5 de dezembro de 2010

Existe algo pior do que conversar com aqueles com que fazem nos sentirmos como burros?
É realmente difícil ter que lhe dar com uma condição como esta.
Sabendo que esta pessoa quiçá não seja intelectualmente totalmente agraciada dos mesmos atributos que vc.
É complicado pensar desta forma...em se tratando de duas visões completamente diferentes como psicologia e direito.
ao analizar o método de instituição, foi levantado uma análise pseudo antropológica sobre o capitalismo passando pela instituição religiosa - vaticano, para enfim traçar um paralelo sobre o conflito de interesses.
de outro lado, uma análise legislativa pseudo jurídica das questões legais referentes a esta mesma instituição de ensino.
Odeio ter que me sentir como idiota...sinto-me sujo, imundo!
Talvez tenha me acostumado a ser chamado de inteligente por muitos e quando me deparo com uma situação não-favorável, me apego a uma ideia de que talvez o que esteja dizendo seja uma completa idiotice.
Sentimento de frustração. Sinto-me um completo tolo.
O mais asno dentre todos.
A questão é: pudera estar certo e o outro em completa ignorância e, talvez, alienação defendendo seus ideais inatingíveis.
pudera eu realmente estar certo e tal sensação ser uma afirmação.
pudera ser apenas um conflito de ideias.
A questão é: ODEIO TER QUE PASSAR POR IDIOTA.
Que vontade de destruir!!!

sábado, 4 de dezembro de 2010

Olha só, que beleza!
Semestre a um paço do fim. Felicidade aflora.
Quase fim daquela antiga lista de trabalhos que parecia não haver fim.
E como isso me alegra. Saber que logo não terei nada relacionado à faculdade a fazer.
Nossa! Foram estes dois últimos meses excepcionalmente estressante.
Lágrimas, sangue, suor e muita, muita peleja.
Mas o tempo passa e as coisas se re-estruturam novamente.
Talvez seja esta a melhor e maior lição que tenha aprendido neste semestre.
E dezembro, apesar de estar no início, me parece que já encerra.
Mais um ano (ou menos um ano).
Quais são os balanços? Os aspectos positivos e negativos de todo o ano?
O que fiz d bom, bem como, o que fiz de ruim?
Breve postarei.
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