quarta-feira, 2 de julho de 2014

O vento da mudança.

Cansado de alguma coisa que não sei identificar.
Imaginando como seria se me livrasse dessa tal coisa.
Talvez, poderia ser bom.
Talvez, poderia ser ruim.
Sem identificar este alvo, não posso saber se estaria me livrando de algo que me é de grande valor.
Minha vida permanecesse correndo à esma. Embora, devo confessar, as últimas notícias deveriam ser um catalizador de minhas emoções mais positivas.
Estou literalmente de malas prontas para me mudar para uma outra cidade em que terei que morar só, iniciar uma nova vida e trabalhar em algo que ainda é novo para mim.
Estas coisas não me são encaradas com estranhamento, mas com uma certa ansiedade desconcertante.
"O que farei?"
"Como devo agir?"
Além, claro, dos famigerados "e se?". Pensamentos decorrentes de uma ansiedade antecipatória frente a algo novo para alguém acostumado a levar uma vida de modo tão desinteressado.
Conhecerei pessoas novas?
A liberdade em morar só seria o ambiente propício para poder conhecer e me relacionar com outras pessoas. Mas estando num ambiente com tão poucos recursos culturais, possa não ser o melhor espaço para se assumir uma condição na qual seus moradores estejam, ainda, pouco acostumados.
E, porquê, estando medicalizado, ainda me sinto ruim às tardes e noites?
Seria pela despedida de um ambiente familiar e querido?
Seria a antecipação de uma situação adversa que conscientemente ainda não pude prever?
Ou talvez a angústia pela espera?
Eu, honestamente, não sei. Mas, em todo caso, continuo esperando.
Esperando atento a chance de novas e completas mudanças em minha vida.

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