sexta-feira, 4 de março de 2011

Saudades!!

Nossa, que saudade me veio neste momento.
Saudades de um tempo bom que já se foi.
Saudades de ser um adolescente inconsequente, sem juízo ou responsabilidades.
Saudades de ir àqueles saudosos shows de bandas alternativas do circuito underground de Goiânia.
Saudades do bom e velho Cererê...das bandas antigas que parecem já não possuir o mesmo talento de antes.
As vezes imagino que talvez tais bandas ainda sejam igualmente boas àquele período, apenas cresci e dei-me conta de outras possibilidades. As vezes imagino que cresci e deixei/abandonei todas aquelas coisas que tinham tanta importância e faziam todo um significado para mim. Quantos sonhos, quantas ideologias, inspirações, toda a rebeldia que circundava este período.
Engraçada a forma como meses atrás voltei ao Cererê e tudo parecia tão perdido de meu tempo, tão desconexo. Um lugar antes referência no movimento punk de Goiânia, hoje tornou-se de crianças purbas, emos, coloridos e outras tantas tribos que parecem ter se refugiado naquele local que carrega uma grande história ideológica e ativista.
Foi realmente chato ver aquelas crianças se atrelando umas nas outras e imaginar cinco anos a frente o futuro de tais. Talvez os jovens de hoje estejam realmente mais desenvolvidas que as de meu tempo.
Mas tanto faz, talvez sejam estas questões que não me digam respeito. Mas foi muito chato ver parte de toda uma história ser esfacelada. Sinto-me como se parte de mim houvesse ficado naquele lugar, nas ideias que tinha naquele tempo, nas paredes que cercam aquele teatro.
Parece que muita coisa se perdeu com o tempo, e eu me renovo a cada dia. Como se eu não fosse o resultado de uma vida e suas vivências, mas resultado de uma última semana. Fui me transformando em outros que eu mesmo desconheço. Talvez isso seja consequência deste transtorno, talvez eu seja apenas nostálgico...não sei quais são minhas atuais motivações.
Acho que com o tempo eu me perdi...não sei como me encontrar.
Queria mesmo voltar ao passado e viver novamente tudo aquilo que achava ter vivdo em sua plenitude.
Como me enganei!

Eu X Família

Não estou nem um pouco feliz com este carnaval.
Tenho montes de livros para ler, pesquisas para realizar...Será o feriado mais atarefado de minha vida.
Tenho uma certa preguiça só de pensar nestes dias que precedem a quarta-feira de cinzas.
Para falar a verdade, acho que nem vou festejar. Não há motivo para festejar.
Primos ingratos viajaram para outras cidades e sequer me convidaram. Imagino que tenham medo de mim (rss), medo de que eu faça algo que os constranja ou algo pior ainda, uma vez que já tenho a (agradável) fama de ser louco.
Então imagino que eu vá para um interior qualquer, encha a cara, vomite muito, beba um pouco mais e volte para casa de porre...como já me é costumeiro.
Deus me perdoe, mas como eu odeio a minha família. Odeio pelo fato de nunca concordar e ser completamente contrário ao que eles consideram certo ou elejam certos comportamentos como sendo socialmente aceitos.
São gostos, quereres completamente diferentes.
Eles - Sertanejo, e tão somente sertanejo.
Eu - Metal, Soul, New Age, Soul, Jazz, Clássica, Rock 60,70,80, House.
Eles - Cerveja, Tequila
Eu - Vinho, Vodka, (ocasionalmente) Cerveja.
Eles - Playboysinhos e Patricinhas
Eu - Alternativo
Eles - Sentimentais
Eu - Vazio afetivo
Eles - Extremamente apegados à constituição familiar
Eu - Ovelha negra, desapegado de qualquer núcleo familiar
.
.
.
Acredito que não sejam poucas, mas inúmeras diferenças gritantes que nos afastam a cada dia mais. Não pelo simples fato de odiá-los, mas pelo fato de serem pobres ignorantes acéfalos com um repertório cultural extremamente escasso, sem levar em consideração seus quase nulos poderes de abstração e relativização. É deprimente.
Mais deprimente ainda é ter que, em reuniões familiares, ter que sentar na mesma mesa com estes e ouvi-los conversarem sobre os mesmos incansáveis assuntos: festas, piadas insossas, risadinhas abafadas ou exageradas ao ponto de serem encaradas enquanto falsas, homens, mulheres, fofocas intra-familiar.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Ham...muito, realmente a muito tempo sem escrever.
palavras parecem querer sair meio tímidas.
Ultimamente (últimos 15 minutos) não sei o que vem acontecendo comigo.
Sinto-me só, sinto-me mal comigo mesmo. De repente, todos aqueles que pareciam futuros amantes tornaram-se tão distantes até mesmo de um breve coleguismo.
Não sei qual o problema dos outros, ou mesmo qual seja o meu problema.
Um sentimento de abandono com uma tristeza quase crônico que consome a alma.
Parece um tanto blasé me expressar desta forma, mas é nítida esta forma como me sinto. Como uma maldita alucinação tátil. Me sinto sendo constantemente consumido por esta sensação.
Ham..é realmente mto difícil de compreender tais questões.
Pareço entender perfeitamente a origem de tais sentimentos, mas me sinto extremamente tímido para divulgá-los, ou medo mesmo de parecer um tanto idiota.
Sou realmente tão repugnante de modo que não valha a pena sequer ser visto? Conquistado?
Talvez algum dia eu me torne amado por alguém? Ou talvez ame algum dia?
Não gostaria de esperar mais um dia, uma hora ou minuto. Tenho pressa, quase desespero.
Quero (praticamente exijo) tantas coisas. Seria este o motivo de talvez nunca haver estado com alguém antes? Ou mesmo sequer ter verdadeiramente amado outros antes?
Sinto paixões, paixões avassaladoras. Paixões que acabam em semanas, dias, horas, minutos, e mesmo segundos.
De fato nunca amei. Mal posso esperar para isto.
Quero sofrer, sentir ciúme, sentir raiva, tesão, alegria, esperança...coisa das quais nos tornam vivos.
Sempre entrar no MSN tem se tornado uma experiência tão dolorosa.
Ver todos aqueles, vítimas de minhas paixões e testemunhar seus descasos, suas indiferenças.
"Será que e vêem em sua janela de contatos?" "Será que se seguram para não virem falar comigo?" "Será que sequer pensam em mim?"
Mas um sentimento, uma energia hostil me possui, e vejo que todos os meus sonhos tornam-se novamente frustrados. "Não! Nem por um segundo pensaram ou lembraram-se de mim."
O que poderia fazer? Nesta vida assumi tão detestável forma com tamanhos (detestáveis) problemas que por vezes me impulsionam/inibem uma ação planejada. Explodo e sufoco.
Acabo com minhas próprias chances, uma vez que tenho a mim mesmo como meu maior inimigo.
Não sei o que fazer. Sinto novamente que quero morrer.
Porque este é um sentimento tão comum é real? Sempre tão contraditório. Sempre tão evasivo.
Quero simplesmente amar. Digo (pelo contrário), quero que amem de uma forma pura e sincera. Que amem verdadeiramente, e veja nas ações mais tolas ou pueris um reforço à primeira chama.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Fracassos

Antes todos as coisas me pareciam tão certas.
Hoje estão incertas.
A felicidade que antes parecia tão certeira, foi consumida por uma intensa agonia.
O que nos faz ser o que somos?
Somos terríveis, desonestos, hipócritas, medíocres.
Nos vemos grandes mas reconhecemos uma pequenez insólita.
Escondemo-nos debaixo tantas máscaras e quando verdadeiramente nos mostramos causamos horror e repulsa.
Fazemos boas ações na esperança de anestesiarmos sentimentos de vazio e desdém ao próximo.
Nos tornamos mais duros que rochas, e nos enganamos.
De fato, reproduzimos amor.
Mas este não conhecemos e não sentimos.
Somos uma farsa!
Roubamos, mentimos, manipulamos.
Tantas consequencias de uma lamacenta imundície. Tantos pesares.
Por vezes nos sentimos bem diante todas as coisas.
Reconhecemos um breve estado inventado a que nomeamos de felicidade, e logo nos esquecemos de tudo.
Esquecemos de toda a frieza e perversão que faz nossos corações pulsarem.
Esquecemos dos outros e reconhecemos em nós mesmos a própria divindade.
Vazios por natureza.
Neste estado ermo, nos deixamos manipular.
Música, estilo, mídia, sejam quais forem.
Somos ignorantes.
Nos apegamos a algo para que sintamos.
Se sentimos, estamos vivos.
Como é difícil estar vivo!
Somos o fracasso, o erro dos deuses.
O motivo da eterna amargura divina.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Réquiem ao amor. [Part I]

Ontem sonhei com você.
Não um sonho qualquer.
Era nosso primeiro encontro.
Aquelas reconhecidas expectativas, receios, desejos.
Irá gostar de mim?
E, de certo, um breve olhar. Um acenar.
Quão doces eram tuas feições naquele instante em que me viu.
Afinal, o que significaria?
Um olá, e a conversa fluiu naturalmente.
Um pedido, um filme, num cinema.
E mesmo o cavalheirismo de se oferecer a pagar o meu convite.
Um breve sorriso.
Negação e consequente insistência.
Como poderia recusar diante tão gentil oferta?
Em sala escuro, flashes de luzes refletidas em tela branca formando imagens que ainda me eram desconexas.
Iluminando parcialmente o ambiente.
Olhares discretos.
Toques súbitos e rapidamente interrompidos.
Uma adorável timidez.
Um instigante jogo de sedução.
De repente um toque de mãos.
Um suspiro, um olhar.
Mãos deslizam pelos dedos, acariciando cada mínima parte.
Sobre as pernas agora repousam.
Olhares mais intensos.
Começo a descobrir teu rosto. Apalpá-lo.
E em teus olhos eu enxergo o que nunca antes havia visto.
A bondade e ternura que outrora pensava haver se perdido na humanidade.
Teu olhar penetrante, enudece.
Tuas mãos, minhas mãos...e lábios.
Lábios se tocam, um suave estalo.
Mãos se pegam e se relacionam...
Pouco parecia nos importar o resto do mundo.
Nesta sala, éramos eu e você.
E nos descobríamos pelo toque.
Nos entendíamos no olhar.
Teu queixo em um constante roçar em meu pescoço.
Teus braços que agora me envolvem. Perco-me.
Braços fortes, protetores e, ao mesmo tempo, ternos.
Um sussurro: Nossa!
Interjeições que substituem qualquer outra expressão ou frase.
Nossa!
Estas foram as únicas palavras ditas mediante um oceano de afetos.
E pareceu não haver fim.
Teu sorriso que me constrangeu.
Me apego a idéia de ti.
[...]

domingo, 5 de dezembro de 2010

Existe algo pior do que conversar com aqueles com que fazem nos sentirmos como burros?
É realmente difícil ter que lhe dar com uma condição como esta.
Sabendo que esta pessoa quiçá não seja intelectualmente totalmente agraciada dos mesmos atributos que vc.
É complicado pensar desta forma...em se tratando de duas visões completamente diferentes como psicologia e direito.
ao analizar o método de instituição, foi levantado uma análise pseudo antropológica sobre o capitalismo passando pela instituição religiosa - vaticano, para enfim traçar um paralelo sobre o conflito de interesses.
de outro lado, uma análise legislativa pseudo jurídica das questões legais referentes a esta mesma instituição de ensino.
Odeio ter que me sentir como idiota...sinto-me sujo, imundo!
Talvez tenha me acostumado a ser chamado de inteligente por muitos e quando me deparo com uma situação não-favorável, me apego a uma ideia de que talvez o que esteja dizendo seja uma completa idiotice.
Sentimento de frustração. Sinto-me um completo tolo.
O mais asno dentre todos.
A questão é: pudera estar certo e o outro em completa ignorância e, talvez, alienação defendendo seus ideais inatingíveis.
pudera eu realmente estar certo e tal sensação ser uma afirmação.
pudera ser apenas um conflito de ideias.
A questão é: ODEIO TER QUE PASSAR POR IDIOTA.
Que vontade de destruir!!!

sábado, 4 de dezembro de 2010

Olha só, que beleza!
Semestre a um paço do fim. Felicidade aflora.
Quase fim daquela antiga lista de trabalhos que parecia não haver fim.
E como isso me alegra. Saber que logo não terei nada relacionado à faculdade a fazer.
Nossa! Foram estes dois últimos meses excepcionalmente estressante.
Lágrimas, sangue, suor e muita, muita peleja.
Mas o tempo passa e as coisas se re-estruturam novamente.
Talvez seja esta a melhor e maior lição que tenha aprendido neste semestre.
E dezembro, apesar de estar no início, me parece que já encerra.
Mais um ano (ou menos um ano).
Quais são os balanços? Os aspectos positivos e negativos de todo o ano?
O que fiz d bom, bem como, o que fiz de ruim?
Breve postarei.