sábado, 4 de dezembro de 2010

Olha só, que beleza!
Semestre a um paço do fim. Felicidade aflora.
Quase fim daquela antiga lista de trabalhos que parecia não haver fim.
E como isso me alegra. Saber que logo não terei nada relacionado à faculdade a fazer.
Nossa! Foram estes dois últimos meses excepcionalmente estressante.
Lágrimas, sangue, suor e muita, muita peleja.
Mas o tempo passa e as coisas se re-estruturam novamente.
Talvez seja esta a melhor e maior lição que tenha aprendido neste semestre.
E dezembro, apesar de estar no início, me parece que já encerra.
Mais um ano (ou menos um ano).
Quais são os balanços? Os aspectos positivos e negativos de todo o ano?
O que fiz d bom, bem como, o que fiz de ruim?
Breve postarei.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Vazio

Novamente o vazio de outrora.
Novamente a solidão, a rejeição.
Uma inquietação interior, próxima de um desespero.
São como lágrimas que molham a alma mas timidamente não se mostram no rosto.
O maldito choro que não vêm.
Este maldito sentimento contido que se lava em sangue.
Não há descrições para a dor que se sente.
Não há santo que compreenda a causa.
E eu que tanto lutei, tanto sonhei... de nada adiantou.
Eu que de tanto amei, tanto anseei... sobrou apenas o silêncio.
São cenas românticas que passaram em minha mente.
Foi uma vida que nunca vivi.
Tais cenas verteram-se em um luto sem fim.
Em imagens de agonia e desesperança.
Me apaixonei por uma ilusão
Ah! Eu amei.
De fato, amei.
E como dói reconhecer a derrota do descaso.
Quão amargas tornam-se cada sílaba pronunciada na tentativa de se explicar.
Quanto pesar se sente por manter isto dentro de si.
Uma vontade de morte que anula o medo do futuro póstumo.
Cantem novamente esta réquiem. Cantem-na como a um louvor.
A vida é opcional, a morte é inevitável.
Diante tanto sofrimento, não existem más idéias. São apenas idéias.
Tolas, vazias, sem significado.
Estou vazio. Mas sinto uma onda ácida que me corrói por dentro.
São todas as lágrimas nunca derramadas.
Tornam-se o mais potente e corrosivo ácido.
Queima-nos por dentro e não se reconhece de onde surge ou como vai.
Apenas está.
De quanto desespero estas palavras são formadas?
De quanto pesar cada sílaba fora desenhada?
Não se sabe... Reconhece-se, identifica-se, mas não se sabe a profundidade.
E então, se perde novamente... Se esvai novamente.
É uma brisa, é um piscar, é um adeus.
Tragam-me o cálice da morte.
Deste soro quero me embriagar.
Nunca mais olhá-lo.
Nunca mais reconhecê-lo.
Sempre nunca mais.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

The magic numbers - I see you, You see me

http://http//www.youtube.com/watch?v=gCBF6PGQxxg

I never wanted to love you, but that's okay
I always knew that you'd leave me anyway
But darling when I see you, I see me

I asked the boys if they'd let me go out and play
They always said that you'd hurt me anyway
But darling when I see you, I see me

And it's alrightI never thought I'd fall in love again
It's alrightI look to you as my only friend
It's alrightI never thought that I could feel there's something
Rising, rising in my veins
Looks like it's happened again

I never thought that you wanted for me to stay
So I left you with the girls that came your way
And darling when I see you, I see me

I often thought that you'd be better off left alone
Why throw a circle round a man with broken bones
But darling when I see you, I see me

It's alrightI never thought I'd fall in love again
It's alrightI look to you as my only friend
It's alrightI never thought that I could feel there's something
Rising, rising in my veinsLooks like it's happened again

You always looked like you had something else on your mind
When I try to tell you, you tell me "nevermind"
But darling when I see you, you see me

I wanna tell you that I never loved anyone else
You wanna tell me that you're better off by yourself
But darling when I see you, you see me

This is not what I'm like, this is not what I do
This is not what I'm like, I think I'm falling for you

This is not what I'm like, this is not what I do
This is not what I'm like, I think I'm falling for you
I never thought that I could feel there's something
Rising, rising in my veins
And it looks like I feel there's something
Rising, rising in my veins
Looks like it's happened again




Quando os sentimentos não se expressam por si só, surgem melodias que transmitem tal sintonia.

sábado, 13 de novembro de 2010

Fantasias obsessivas.

Oh! Me sinto violado.
Como se houvessem ultrapassado o limite de minha própria vontade, atingido o limiar para uma fúria iminente.
Como se houvessem me despido, e agora me sinto inseguro, sem qualquer defesa.
Talvez seja este o motivo de nunca haver divulgado tal blog, permanecendo cada um destes pensamentos, poemas, contos em um extremo sigilo.
São palavras que preenchem minha alma e tomam um contorno silábico, formando aquilo que sou. Aquilo no mais profundo que possa existir em um ser humano.
Idéias das quais recusamos pensar, ou sentir tais emoções.
Sempre me afirmei com tanta veemência ser um sujeito que nega a si sentimentos fraternos ou de afeição ao próximo. Algo com que chamam de amor.
Nunca acreditei nesta instância e tampouco me fiz conhecedor de tal.
Negação é um dos mecanismos de defesa mais primitivos e prematuros que o ser humano adquire.
O fato é: Tornar tais pensamentos públicos seria o mesmo que descobrirem que sou capaz de amar, portanto, suscetível a defeitos; tendo o amor como um próprio defeito.
Um defeito ou fraqueza irremediável que nos reduz às mais inóspitas cárceres afetivos.
Nos tornamos escravos de nossos sentimentos, de nossos pensamentos que tomam autonomia.
E tudo é tão ameaçador! Que não saibam quem sou além daquilo que desejo mostrar ou manipular.
Talvez eu esteja certo em pensar que amor é para os fracos. Talvez eu esteja enganando a mim mesmo, já que de fato, não te-lo vivido não necessariamente refuta tal sentimento.
Sou um ser humano extremamente romantico e romantizado em formas mais arcaicas e obsoletas possíveis. E talvez isto me torne realmente especial. Uma espécie extinta de extrema raridade, mas que aos olhos dos demais possam provocar apenas sarcasmo, cinismo ou indiferença.
Talvez o olhar de reprovação sobre tais conteúdos de extremo pesar afetivo possam ser a justificativa principal de ainda não haver escrito um livro, ou divulgado estes textos, ...
O olhar de reprovação alheio enudece e arranca todas as defesas, nos torna vulneráveis a quaisquer tipos de ofensas ou elogios.
Não gostaria de ser constantemente apontado como "o garoto que escreve sobre (...)" tal assunto. Não gostaria que olhassem pra mim e reconhecessem um ser humano com capacidade de amar.
Não gosto que olhem para mim e vejam um garoto solitário. Isto é fraquesa, e tais adjetivos eu nego.

sábado, 18 de setembro de 2010

Hum...E de novo este tédio.
Este sentimento de vazio. Como se nada fosse capaz de me preencher.
E tudo o que quero é beber. Beber muito.
Parece que até as antigas canções que geralmente me fazem tão bem já não são tão eficazes.
Ouço desapercebidamente e quando vejo, foi-se.
Volto naquela mesma velha canção e procuro resgatar em cada um dos estrofes, cada sinfonia, o sentimento que antes me acometia, os pensamentos que vinham.
Tudo parece tão inútil, e por vezes surreal.
E depois, um cansaço. Um sono. Creio ser uma espécie de somatização de tanto tédio preso, estocado.
Hum...talvez!
Há mto tempo eu não postava. Não comentava uma vírgula.
Mas para falar a verdade, eu não sei exatamento o que quero (ou se realmente quero).
As vezes tudo parece tão confuso, e não sei se quero que seja assim, se sou assim, ou se me faço assim.
Como se eu não houvesse uma identidade, algo que me fizesse ser o que sou.
Sempre gostei tanto de tantas coisas, sempre quiz ser um pouco de todas as coisas e neste emaranhado, eu me perdi.
Quem sou eu?
São questões fúteis e desnecessárias mas que se tornam imensamente aflitivas. Questões que quero, exijo respostas. Isso me torna humano, me torna racional e consciente que como ser vivente, possa escolher se quero ou não ser o que sou.
Mas em verdade, sinto também como se não houvesse escolha, como se minha vontade houvesse sido roubada.
Olho para os outros e confesso sentir uma inveja da felicidade alheia, dos casais que beijam uns aos outros e sussurram palavras doces em seus ouvidos.
São como farpas em minha alma. Como se nunca houvesse ninguém para mim, como se a felicidade não fosse feita para mim, e caso contrário, houvesse apenas me esquecido.
Como se nunca houvesse sido feliz uma vez na vida. Me sinto violado, roubado.
Quero ter alguém para amar e não ser tão só.
Alguém que me busque no sábado a noite, abrace-me e diga no meu ouvido que também me ama.
Que venha me buscar para sairmos para algum bar e nos divertir com amigos. Esquecer do mundo, esquecer de mim e enchergar apenas aquele com quem estou.
Entrelaçar as mãos, fechar os olhos, tocar os lábios, e viver apenas para aquele momento. Como se toda a minha vida fosse este único e breve momento.
Hum...Parece tão distante.
Em verdade, não sei! Sempre me mantive tão distante, tão defensivo de sentimentos assim.
E começo a sofrer, pq talvez este bloqueio jamais seja ultrapassado.
A chance de conhecer um rapaz ou moça legal torna-se infrutífero por pensamentos, sentimentos tão conflitantes; seja por medo ou angústia. A aproximação me assusta, embora tudo a que eu faça seja única e exclusivamente para passar por estes momentos.
A vida as vezes parece tão infeliz e injusta. Não tenho vontade de viver.
Não me lembro da última vez que tive vontade de viver.
Vejo-me como um vegetal que apenas pelo momento em que seca e morre.
Assim vivo a minha vida. Sem perspectiva, sem esperança, apenas sentado esperando pelo dia em que eu morra.
Hum..mas também são apenas pensamentos.
¬¬

domingo, 25 de julho de 2010

Outros contos.

Sr. M. Você (Graças a Deus) já é um passado na minha vida.
As lembranças do que vc me fez sofrer se eternizarão neste blog, que farei questão de nunca excluir tais tópicos referentes a si.

Minha história é outra. Minha vida é outra.
Conturbada e maravilhosa.
Notícias novas: Mudei de psiquiatra. Um pequeno paço para mim, um grande passo para o tratamento. Dica de meu psicólogo sob a suspeita de estar diante um caso de engano médico acerca do meu diagnóstico.
Antes era Bipolar tipo II com ciclagem ultra-rápida.
Devido tais suspeitas de meu psiquiatra e sobre recomendação de procurar outro profissional, meu atual diagnóstico se transforma em Transtorno de Personalidade Borderline.
Concordo com tal faceta. Bipolar era algo com o qual nunca me identifiquei, mesmo lendo e re-lendo descrições desta doença.
E assim vou seguindo com meus medicamentos.

Sinto-me injuriado em várias questões de minha vida. Não sei como agir diante circunstâncias.
Algumas das quais poderia não fazer, mas insisto em faze-las.
Refiro-me ao coitado do meu ex, que ainda é apaixonado em mim.
Não sinto qualquer tipo de atração pelo coitado, mas uma força que desconheço insiste em fazer com que avive esta paixão que há nele. E para tal, uso de persuasões, palavras carinhosas para assim ter ele disponível para mim de novo.
Qual o motivo que faço isso? Realmente, não sei.
Antes o odiasse. Ao contrário, não sinto absolutamente nada por ele.
Enquanto ao M., (¬¬) apenas meu desdém.
Estou conhecendo um rapaz (o conheci hj em um bate-papo). Sinto que pode haver uma história entre nós. Mas já viajei demais sobre ele.
Nossa! Quanta esperança eu depositei nele. Não o classifico como sendo dos mais belos, embora ele tenha um charme gritante. Como o quero!
E minha vida volta a se tornar um caos.
Será que ele gosta de mim?
Será que fui atencioso o suficiente?
Será que toda a atenção que depositei nele o fará se sentir por cima, pensando que poderá se desfazer de mim a qualquer momento?
E diante disso, reflito: Como devo agir?
O conheci há poucas horas, embora já tenha me afeiçoado o bastante para dizer a ele o quanto gosto dele.
Amor? Quem falou em amor?
Fiquemos apenas no verbo gostar. E é exatamente isto que sinto por ele.
Mas grandes esperanças já foram depositadas e minha mente parece no momento que gira apenas ao redor dele.
Porque ele não marcou um encontro comigo?
Me chamou de lindinho. E o que afinal significa lindinho?
Feio bem arrumado, bonitinho, lindo, aceitável.
Me sinto terrível. Sou gordo.
E isso só me influencia a estar sempre comendo mais e mais.
Acho que quero morrer apenas para não ter que viver tudo isso novamente.
A vida é mesmo uma desgraça.
E toda vez que o vejo on-line no MSN, uma nova oportunidade para que eu me sinta pior, ridicularizado, humilhado.
A vida parece que nunca irá satisfazer minhas necessidades básicas de felicidade.
Afinal, nunca serei feliz?
As palavras parecem que não conseguem explicar o que estou sentindo no momento, que apesar de superficial, é extremamente intenso.
Poxa, queria tanto poder ler a mente de outras pessoas para assim saber como sou visto, se sou visto. Queria saber o que se passa no interior de cada pessoa, para assim ter mais certeza e segurança das coisas que digo e faço.
Minha vontade é dizer: Te amo!
Mas isso irá garantir que ele tbm me ame? É inútil pensar desta forma.
É inconsequente.
Suas palavras parecem ser tão vazias e superficiais e, não obstante, fico apenas em um maldito monólogo onde ecoa apenas o som da minha voz.
Como eu queria te abraçar, te amar e ser amado.
Mas você não sabe como me sinto e, se soubesse, provavelmente rejeitaria.
Como posso viver assim? Onde cada dia um novo amor surge, com novas idealizações, novos desenganos e frustrações.
Queria que Deus fosse justo comigo e me matasse. Seria esta a única felicidade do homem.
Pois a vida é uma constante dor. Uma sucessão de desilusões.
Mas, sim! Axo que te amo. E quero muito viver com vc.
Posso confiar em você? No início, suas palavras eram ternas, e agora, no que se tornaram?
Que o mundo acabe, e fiquemos apenas nós dois.
Diga logo que me ama. Fique comigo, não me abandone.
Sabe como são estas coisas? Insuportavelmente angustiantes.
O amor é macabro e sádico.
Ai! A vida é um fardo pesado demais para se carregar.
Como será amanhã qnd conversarmos novamente?
Quando eu entrar no MSN, vc virá conversar comigo, ou terei que esperar por um cumprimento que nunca virá?
Resistirei, ou direi as primeiras palavras para que se inicie nosso diálogo?
São tantas perguntas sem resposta. Isso torna um sujeito louco.
E minha dor é ver o descaso com que me trata.
Por ainda mais que seus sentimentos se revelem, há em mim um filtro que impede de ve-los, e quero sempre mais e mais.
Quero o máximo possível de vc.
E por vezes, o impossível seria também satisfatório.
Quero você, quero agora!
Por favor. Antes de dormir, pense em mim. Pense no que conversamos.
E alegre-se. Encha de desejo por mim e diga amanhã o quanto sonhou comigo, um sonho bom, puro que por algumas horas, foi eterno.
Venha a mim sedento de amor. Venha a mim cobiçante.
Apenas venha sem pensar, e me ame.
Ame profundamente, intensamente.
Pq não quero e não posso ficar sem esse amor.

sábado, 12 de junho de 2010

Dia dos namorados.

Não sei o que escrever.
Estou sozinho. E antes o meu rodízio surtia tanto efeito, agora estou só.
Todos os meus antigos amores se afastaram de mim e alguns de um modo tão cruel e nada amigável.
Não quero ficar sozinho. Tenho medo de ficar só.
Preciso do outro para validar meus sentimentos. Preciso do outro e não quero esperar pelo outro.
Fantasio sobre o conto do príncipe encantado. Mas acho que nunca o encontrarei. São apenas sonhos.
O triste é saber que ninguém nunca estará a altura daquilo que devaneio.
O mundo é cruel e esta data consolida apenas meus sentimentos de destruição.
Haja cigarros, vodka para sustentar minha sanidade.
Quero morrer. Uma vez que ninguém me ama, que me cabe neste mundo?
A vida foi tão injusta comigo. E não me culpem por me sentir desta forma.
Assumir o papel do "coitado" sempre me coube tão bem.
Mas são apenas fórmulas que crio para me dar com a realidade. A compaixão não nos dá resistência, mas mostra ao outro nossa lamentável condição para que assim possamos atingir ajuda.
Quero morrer. Ter overdose, coma alcoolico ou qualquer outra coisa que me tire desta órbita maldita.
Tenho evitado dormir, já que os sonhos remontam uma história feliz que nunca vivi.
Estou cansado de viver.
Cansado de sempre ser tão só.