segunda-feira, 19 de abril de 2010

Invirtuosidades.

Como é se apaixonar?
Sem dúvida, esta é uma questão subjetiva, uma vez que a vivência da paixão é particular, privada e exclusiva de cada indivíduo.
Mas há pequenas alterações de percepção que considero um estado patológico do apaixonar.
Tenho me visto cercado de inúmeros processos subjetivos, involuntários e indesejáveis deste.
Cada sentimento que vivo é tão real, tão meticulosamente elaborado que sinto-os de modo palpável, consigo visualizá-los à parte e até mesmo medi-los...embora na grande maioria das vezes sejam incontavelmente maior daquilo que seja necessário a uma situação costumeira.
Tenho estado com um rapaz..Um garoto de quem tenho gostado muito.
É estranho ter de falar desta forma tão errônea de sentimento..mas o faço porque tem se tornado insuportável sentir a isso sozinho.
Sabe uma pessoa que corresponde a quase tudo com o qual sempre idealizara?
Sabe quando uma pessoa demonstra gostar de você?
Nunca havia passado por isso e tenho feito o possível e o impossível para fazer destes casuais encontros, um relacionamento sério e duradouro.
Mas ao mesmo tempo, tenho me desgastado indiscriminadamente, tudo para transformar um sonho longo em realidade.
Nunca estive em um relacionamento antes, nunca amei ninguém antes. Embora não possa dizer tambem que esteja amando este garoto.
Mas o que sinto, confesso, é forte demais para ser apenas uma atração.
Quero ele. Quero a todo momento. Preciso sempre da confirmação dos sentimentos dele.
E o silêncio da distância tem ferido vertiginosamente. O sentimento de não saber o que o outro está pensando, sentindo. Se é recíproco ou não.
Geralmente, pelo medo da aproximação, evito um contato maior com a pessoa.
Mas com este é diferente, tenho superado minhas expectativas, ido além àquilo que antes fui.
Meu medo e meu receio, é não saber o que se passa com ele. É sofrer. Suportaria a traição, mas não suportaria ser desrespeitado desta forma, ficar sem saber o que ele pensa. Sem uma manifestação dos sentimentos dele.
Palavras parecem nunca fazer com que eu creia nele.
Pq esses sentimentos e esses devaneios tão amedrontadores?
Pq a vida não me guarda coisas boas?
Pq toda vez que estou ao lado dele, sinto-me tão inferior, sinto-me como um cargo pelo qual ele tenha que carregar? Sinto-me...mal tenho palavras para poder dizer akilo que realmente sinto.
Sabe, queria morrer.
Sempre escrevi textos sobre o amor ideal.
Sobre o ideal de amor e morte, mas nunca sequer pensei que tal sentimento fosse algo tão devastador.
Mas o amor é realmente possessivo de tal forma?
O amor é realmente inseguro?
Me deprimo por ver a todo instante que preciso ouvir a voz dele, ou ler uma mensagem dele e não ter contato com aquilo naquele momento.
Sinto-me só, e pensamentos negativos começam a invadir minha cabeça. Talvez ele tenha se enjoado de mim. Talvez eu não seja realmente tão bom para ele.
Quero morrer.
Quero morrer por não poder ter aquilo que quero.
Afinal, qual o meu problema?
Pq estas coisas se passam comigo?
Preciso de ajuda...Realmente.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Associações esdrúxulas e criativas de um des-são mascarado.

Hi everyone.
Bom, sem muito o que dizer.
Apenas escrevo com propósito terapêutico de arrancar o ódio que estou sentindo, e nem sei de que.
Sentir ódio sem saber o motivo é a causa mais estúpida da manifestação de sentimento humano.
Mas nem todos estamos isentos de sentir tal aflição, angústia.
E para aqueles que compartilham comigo de tal sentimento: Welcome!
O ódio é um sentimento contraditório. Penso que ao mesmo tempo que é ruim, é algo muito bom.
Por um lado ético, este é um sentimento ruim associado ao lado mais negro da vida, enfim...
Noutro aspecto, é um sentimento bom, porque nos traz instintos de sobrevivência, nos tornamos mais instintivos, voltamos à condição de selvageria humana e tal vivência é muito intrigante. rss
O ódio é um dos sentimentos mais maravilhosos e mais assustadores.
Impulsionados pela raiva, fazemos coisas das quais jamais faríamos em uma situação comum. Fazemos grandes coisas, por vezes, coisas ruins. Mas em todo lado bom, reside também o lado ruim. É o balanço da vida.
Mas, tanto faz. Se a coisa ficar muito ruim, enxa a cara e no dia seguinte, diga que não se lembra de nada, ou alegue legítima defesa (este último nem sempre funciona. ¬¬)
Segunda feira tenho novamente uma consulta na minha psiquiatra.
Aquela velha vai me ouvir!!!!!
Cansado de ter que tomar remédios, de ser enquadrado em um CID, isso me lembra aquelas pessoas ligadas ao exotérico, que acham que caracteres do signo do zodíaco diz tudo a respeito de vc. Assim são estas classificações nosológicas. Apenas desdenho.
Sabem? Sinto vontade de morrer às vezes.
Simplesmente parece que a vida perdeu todo o sentido.
Todas as coisas atuais são apenas um eco do que antigo grito dado. Entendem?
Não consigo me visualizar no futuro. Não consigo me no espaço e o tempo me assusta.
Não sei se isto é apenas passageiro, consequencia de um vazio existencial que tenho, ou se tornar-se-á uma constante. Que serei no futuro? Que será do meu futuro?
Poderia pensar numa tentativa de auto-extermínio (este termo é chique) se caso não fosse tão fraco para não poder consumar.
Fui hoje no meu psicólogo e é engraçado..Mto engraçado.
Ele senta-se em sua poltrona acolchoada em couro preto, com sua pose altiva, me fita e apenas confirma minhas indagações e devaneios com um leve aceno de cabeça.
Acho que ele está se aproveitando. Estou pagando para eu me mesmo me tratar através de minhas associações self análise, ou algum outro termo psicológico-esdrúxulo que se encaixe no contexto da definição. Mas também pouco interessa.
Ah! Estou sem mais o que escrever, já devaneei demais.
Estou extremamente cansado de tudo e de todos. Olho a volta e essa mesmice me consome, me ata os braços e me impede do dom da transformação.
Adoro ser expectador da minha vida! E isso é um erro, onde na verdade deveria ser o protagonista.
Mas, vamo que vamo.
Quer saber? A verdadeira formatura é a da vida, momento onde não há mais o que fazer, não há mais o que estudar e tudo se torna pequeno diante a grandiosidade concluída ao longo dos anos. O diploma é a morte.
Espero me formar logo. Porque está sendo muito difícil.
Mas, vamo que vamo.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Ode ao Orgasmo

O que é o orgasmo, não é mesmo minha gente?
Dias atrás estava sem sono e nessas ocasiões, só me sobra assistir à televisão, passeando de um canal a outro.
Aqueles que tiveram a oportunidade de assistir televisão neste horário, saberá o que estou dizendo. Há apenas duas alternativas: Programas cristãos ou programas eróticos.
Como um bom depravado, adivinhem qual que escolhi?
E numa destas passadas de canais, me deparei com uma pergunta: “Você saberia descrever um orgasmo?”
Fiquei pensando no assunto. Assunto que para alguns torna-se um tabu, para outros (como eu), é apenas mais um tema que merece uma filosofia de bar.
O que é um orgasmo?
Para mim, o orgasmo, é o pico do prazer, o clímax e o desfecho da relação sexual.
O que mais me chamou a atenção foi a resposta dada ainda pelos apresentadores.
“Um maravilhoso esguicho difícil de sair.”
Caberia alguma definição mais correta e conveniente?
Faço aqui a minha ode ao orgasmo.
Seja consigo mesmo, ou acompanhado, o orgasmo é a fonte de alegria para muitas pessoas. Para outras, é a certeza de que um dia será maravilhoso, e por ai vai.
“Um maravilhoso esguicho difícil de sair” – Sim! Estas são as palavras certas.
Como seria o mundo se todas as pessoas tivessem um orgasmo ao dia? Seria um lugar melhor?
Estou viajando em meus pensamentos. Quem saberia responder?
Uma visão utópica a algo divino, nos dado de presente. Claro! Também compartilho desta visão cristã a respeito do sexo.
Sabe-se que na Inglaterra, criaram o Dia do Orgasmo (07/07), uma data festiva criada de modo alternativo pelos sex shopz.
Incrível!
Há até um dia dedicado a isto.
Vamos todos gozar.
Gozar a vida, gozar a arte.
Levantar nossos pênis e abrir nossas pernas para o que está por vir.
Uma deliciosa trepança que acarreta num maravilhoso orgasmo. Seja este sozinho, ou acompanhado de vários outros.
Quem já teve a oportunidade de sentar perto de uma pessoa e conversar após esta ter acabado de ter um orgasmo?
Quem já teve esta chance, saberá a que me refiro. O rosto se ilumina, a pele se alisa tornando-se o mais delicioso néctar e por vezes, enrubesce. Adoro isso.
Quem ler pensará: Está doido!
Não, estou excitado.
Háhá.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Pessoinhas obnóxeis.

Poxa! Um novo ano.
Novas alegrias. Novas tristezas.
Decepções. Enfim, um ciclo que novamente se inicia.
Esta semana já se iniciam novamente as aulas.
Ter que ver aquelas mesmas pessoas.
Algumas das quais morro de saudade, outras que me dão preguiça até de serem lembradas.
Ai! É quase agonizante ter que ver estas novamente.
É sádico.
Odeio tantas destas pessoas. Quero matá-las, destruí-las da forma mais sangrenta, dolorosa, impiedosa e lenta possível.
Algumas pessoas, de cara mostram o que querem, e a que vieram: Nos incomodar.
Não é necessário conhece-las a fundo, não é necessário sequer olhar para elas, apenas a presença já transmite uma energia avassaladora.
Não quero escrever mais.
¬¬

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Que merda

Quem diria?
Depois de tanto tempo acabei retornando.
Até eu pensei que havia abandonado... Mas, de vez em quando nos lembramos de fatos intragáveis que necessitam ser regorgitados de qualquer forma.
Nestes momentos, o blog se torna uma ferramenta terapêutica. hehehehe
E neste momento, o que me é intragável, é a ideia de sequer ter que rever certas pessoas em mais um semestre letivo. Certas pessoinhas hipócritas.
Com seu discurso politicamente correto, seus livrinhos tão irritantemente organizados e até mesmo a forma como conversa já se torna um motivo para execução em uma forma tão dolorosa quanto possível.
Sim! Estou falando destas antas paraenses que invadiram Goiás, invadiram nossas escolas, faculdades, empresas, rodas sociais, ...
A princípio, este discurso pode parecer xenófobo. Mas esta é mesmo a intenção.
Pessoas do Pará são feias pela própria natureza. Nunca vi um sequer que fosse ao menos agradável de ver ou conhecer. Pessoas ignorantes, caipiras.
Em especial, esta goooooorda salafrária que está no curso há 10 anos, trancou e resolveu voltar justo na minha turma.
Gorda ordinária...te odeio. Não pensem vocês que ela é gordinha, ela é obesa mórbida.
Consegue a proeza de ainda no período de manhã comer um pão de queijo do tamanho de um queijo minas, 300ml de café (sem exageros), uma coxinha com muita massa, outro copo de 500ml de suco de laranja.
É intrigante. Como cabe tudo isso dentro de uma pessoa?
O sotaque irritante. A forma de se dirigir às pessoas já demonstrando um interesse.
A hipocrisia que aprendeu com anos de evangelismo... Todas estas coisas colaboram para tornar-se o infortúnio atual.
A cidade natal? Paraupebas.
Mas se preferirem, PEBINHA, como a própria anta paraense a diz.
Hum...Perdi a vontade de continuar falando mal dela...então.
Tchau,

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Suddenly you make me feel like there was none in the world but you and me. But it was just a lie. There was only me.

Ah, Deus! Outra vez.
Outro dia onde meus sentimentos confundem-se novamente.
Nesta vez, vejo a paixão e a dor levantarem-se contra mim em uma maldita conspiração.
Me sinto só, me sinto assustado com todas as coisas que ocorrem à minha volta.

Minha mente, agora apática, vislumbra n'um trajeto veloz todas as cenas das quais vivi.
Todos os sonhos que esperançosamente se levantaram.
Todos os sonhos que miraculosamente se desfizeram.
Quantos suspiros interrompidos pela aparência do descaso.
Quantos casos em descaso pela simples imagem de uma figura torpe e um tanto indecente.
Feição humana que desagrada, que inibe e amedronta.
Feição humana que os afasta.
Feição...Tudo ao que vêem.
Apaixonado estaria por uma idéia, por uma ideologia, por uma utopia.
Mas há feição que lembram-nos de estarem sempre com os pés no chão.
Fazem-nos perceber que nem só de idéias e filosofias vive o homem.
Finca-nos os pés no chão e impede-nos de sonhar em um dia ser amados pelo que somos.
Sempre o que somos.
Sempre como somos.
Sempre o que temos.
Ah! Vida injusta.

Sonhos que vem, sonhos que vão.
Restam pesadelos.
Pesadelos vívidos, reais, quase palpáveis que mostram a insignicância de estar vivo.
Que apontam a insignificância de amar.
Que revelam a insignificância de viver.
Então...qual o sentido?
Qual a relevância?

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

?????

O que é fé?
O que é fé senão esperança?
O que é senão a crença naquilo que não se sabe ou se conhece.
Poderia alguém dizer ser possuidor deste?
Poderia alguém ter fé em si?
Poderia dizer ter fé no homem, aquele a quem julga "irmão"?
Besteira!
Não há mais fé neste mundo.
Onde a batalha foi perdida, jaz os corpos daqueles tantos que se dizia "mártires" de uma vã causa.
Neste campo de batalha, escorre o sangue em sacrifício aos que nesta terra caminham.
E caminham cegamente.
Sobre a incerteza de um destino incerto.
Pairam sobre suas cabeças a eterna dúvida de nunca saberem quem sequer são.
O que sequer conquistarão ao longo de tantos anos.
O que temos?
O que conquistamos?
Agimos demais e nos esquecemos de pensar.
Estamos nos últimos dias da racionalização.
E os instintos animais tem se sobressaído a nossa própria vontade.
Somos instintivos.
Somos irracionais, e vamos vivendo!
Quem me dera enchergar no homem um brilho nos olhos.
Uma expressão gentil que me aprouve, trazendo à tona as lembranças de minha alma.
Que me faça derramar uma lágrima sequer.
Estamos secos!
E não nos há sequer vontade de honrar a memória daqueles que lutaram por tempos melhores.
Estamos mortos para nós.
De nada somos, de nada conquistamos.
Somos apenas matéria orgânica que se perde ao longo de milhares de anos.
Adubo e solo para outras futuras espécies que se envergonharão do que nos tornamos.