O que ele queria me contar, ainda não sabia, embora, já tenha me causado um alvoroço que logo em seguida saberia ter sido desnecessário e, pelo contrário, seria o motivo de minha eterna felicidade.
- Bom, já estamos juntos a algum tempo e acho que nunca estive tão feliz em minha vida estando com outro cara.
- Acha? – imediatamente contra argumentei tentando dar um ar mais alegre àquele ambiente.
- Não! Nunca estive tão feliz antes. Tenho certeza. – E continuou: Você foi um homem que conheci tão de repente e logo já mexeu comigo.
Será que ele me diria aquilo que tanto esperava? Bom, pelo menos estando já lúcido e não sobre a influência de uma transa.
- Você é inteligente, tem um enorme carisma, é lindo e, por Deus, tem inúmeras outras qualidades. – Fiquei constrangido com tantos adjetivos. – Por isso eu quero te dizer que eu te amo.
Pronto! O que eu faria agora?
Bruno sempre soube como me constranger dizendo essas coisas, e foi neste instante que ele pegou minhas duas mãos e agarrou-as com suas mãos aproximando de seu rosto e beijando-as sobre a parte superior, logo em seguida as pôs contra seu peito e me beijando ardentemente.
Não havia muito tempo, pois tanto ele quanto eu estávamos apressados, onde ele iria para seu trabalho, e eu deveria voltar pra minha casa.
- Tem como eu vê-lo hoje? – Bruno me perguntou.
- Acho que não, pois minha mãe deve estar puta, já que dormi fora e estou até agora fora. – Neste momento, deveria ser quase meio-dia.
- Beleza, então eu te ligo. Não vou te perder, meu amor.
Aquilo foi como uma flecha no meu coração que ao mesmo tempo em que me alegrava, me deixava triste. Tanto procurei por um homem como ele e, justo no local e hora mais inusitado encontrei o meu príncipe. E chorei, chorei em seus braços.
- Ei, o que houve? – Ele perguntou com um tom quase triste por me ver daquela forma.
- Não sei! Sempre procurei o homem perfeito, e de repente, te encontrei. Você está me fazendo muito feliz. Também te amo muito.
- Não quero te ver chorar. – Ao dizer isso, me deu um forte abraço para que assim pudesse me consolar, e como me consolava.
Fomos cada um a nossos destinos na certeza de que nos veríamos novamente, na certeza de que nos amávamos.
Chegando em casa, minha mãe não parecia tão preocupada quanto das outras vezes em que dormira fora. Aquilo já era um alívio.
O resto do dia fiquei em meu quarto pensando e relembrando tudo aquilo, digerindo cada momento em que passei com ele; cada palavra dita, cada gesto, cada expressão.
Logo no início da noite meu celular toca e ouço aquela voz tão conhecida.
- E aí, está melhor?
- Muito melhor. Só estou com saudades, quero te ver de novo. – Respondi.
- Mas isso é muito fácil. Pode ser hoje? Quero te apresentar para uns amigos meus.
- Mas já? – Achei aquilo estranho, nunca havia namorado antes e pensava que se demorava um pouco para a pessoa logo ser assim apresentada ao círculo de convívio do outro.
- Sim! Falei de você para eles, o quanto você me fazia feliz, e eles estão doidos para conhecê-lo.
- Hoje? Pode ser. Minha mãe não ficou tão nervosa por eu ter demorado ontem, então acho que ela me libera hoje. – Logo respondi.
- Perfeito! Posso te pegar às dez?
- Sim! Vou te esperar.
Passei o meu endereço. Estava marcado, logo o veria novamente.
Às nove horas, já fui me arrumando para ficar pronto na hora marcada, quando recebo sua ligação dizendo que se atrasará um pouco. Tudo bem, essas coisas acontecem.
Eram quase onze quando o interfone toca. Era ele, só podia ser. Atendi e não havia errado. Desci até a portaria e o encontrei, lindo e sorridente acenando para mim. Fui em direção a ele e entramos em seu carro. Seguimos ao bar onde nos encontraríamos com seus amigos.
Era um bar hétero e de bastante movimento, onde as pessoas bebiam, comiam, conversavam e fumavam ao som de uma banda que propunha alegrar o ambiente.
- Amor, não fique nervoso, eles são super bacana e, se não se sentir a vontade, nós vamos embora.
Fiz um ligeiro sinal afirmativo com a cabeça e entramos naquele ambiente que ainda me era estranho. Era necessário um tempo até que eu me adaptasse.
E assim entramos, não de mãos dadas, pois não queríamos chamar toda a atenção para nós, mas como simples amigos aos olhos dos que nos viam.
E fomos adentrando, mesa após mesa, até finalmente pararmos diante três mesas colocadas uma ao lado da outra que tinha em si uns oito integrantes. Seus membros eram homens e mulheres lindos fisicamente e pareciam todos ser muito inteligentes e comunicativos.
Aquilo me deixou em defensiva, homens e mulheres lindos, altos e com um belo porte atlético.
Bruno, que nunca foi muito sutil, foi logo fazendo as apresentações começando um ritual de beijos e apertos de mão para que pudéssemos enfim sentar.
Passados algum tempo ( e alguns goles de cerveja), já estava conversando com todos, rindo e contando como havíamos nos conhecido. Todos pareciam estar muito interessados em tudo aquilo que dizia dando-me total atenção para que eu ficasse o mais confortável possível.
Deviam ser duas da manhã e o bar estava em seu clímax. Em especial, nossa mesa chamava a atenção por ser tão grande e formada por pessoas que arrancava a todos os olhares.
Será que não estaríamos chamando muito a atenção das pessoas daquele bar? Aquela altura, coberto pelos panos das mesas, Bruno estava de mãos dadas comigo e vez ou outra beijava-me o rosto, ou mesmo passava as mãos pelas minhas costas pousando seus braços sobre meus ombros.
Quatro horas da manhã, o bar começava a esvaziar. A banda já não tocava abrindo espaço para um som ambiente tocando bandas conhecidas e consagradas. Estava relaxado, não queria sair daquele lugar, estava com o meu amor e ao lado de agradabilíssimas pessoas, que já foram se tornando minhas amigas também.
Mas sempre há um porém, tudo estava muito feliz, algo deveria acontecer. Passando cambaleante, um rapaz já bêbado tropeçou em nossa mesa derramando toda a sua cerveja em meu tronco e colo. Um completo desastre.
E foi nesse momento, nessa mesma circunstâncias que Bruno, já ríspido, levantou-se e começou a brigar com o rapaz.
- Você não olha por onde anda não? – gritava Bruno.
- Relaxa, a mocinha aqui nem fez escândalo. – Respondeu o rapaz.
Congelei! Fiquei em choque e não sabia como reagir àquela ofensa.
Bruno foi me defender.
- O que? Você está bêbado. Peça desculpas agora.
- Não vou pedir desculpas pra este veadinho.
Vendo que a situação começara a ficar tensa, fui tentando acalmar o Bruno.
- Bruno, relaxa. Não me molhei tanto assim, e o rapaz ainda está bêbado, não vale a pena.
- Não, ele vai te pedir desculpas. – Disse Bruno.
O rapaz, que já ia dando as costas foi interrompido por Bruno que logo o agarrou pela gola da camisa. Estava armada a briga.
Eu não sabia o que fazer, puxava Bruno, mas como ele era mais forte do que eu, não consegui pará-lo. Por vezes batia no homem, em outras levava uns socos.
Os amigos de Bruno, coitados, estavam ainda mais perdidos que eu.
- Gente, ele sempre foi tão pacífico. – Dizia um.
As pessoas que ainda estavam lá, saíam aos poucos de perto evitando serem atingidas inocentemente.
Dois seguranças vieram e afastaram os dois que ainda lutavam, agora para sair dos braços dos seguranças e se engalfinharem novamente.
- Tudo isso pra defender essa bixinha. – Dizia o rapaz.
- Você respeite os outros, moleque. Você ainda nem pediu desculpas para ele. – Berrava Bruno.
Fui aos poucos, com bastante jeito que consegui acalmá-lo, mas aquele era o fim de nossa noite, com uns vermelhões no rosto de Bruno e o orgulho atingido.
Despedimo-nos e fomos embora.
Bom, no estado em que Bruno estava não podia deixá-lo sozinho.
Dentro do carro conversamos brevemente.
- O que foi aquilo? – Perguntei a Bruno.
- O menino te desrespeitou, não podia deixar que ele fizesse isso. Você é meu namorado agora e não vou permitir isso. – Respondeu.
Quando concluiu, Bruno pegou a palma minha mão e a beijou, num gesto sincero e apaixonado. Me rendi e fui logo beijando sua boca.
- Eu te amo, e não vou deixar que nada de ruim te aconteça. Vou te proteger. – Bruno disse.
Fomos para a casa dele, não estava preparado para ir para lá, mas naquele estado, agora era eu quem deveria cuidar dele.
Chegando em sua casa, peguei uma bolsa de gelo e a enchi com alguns cubos. Fui colocando em seu rosto e soprando cada um daqueles vermelhos, marcas de sua briga.
Ele que agora repousava sua cabeça em meu colo para que assim cuidasse dele, tinha seus olhos e atenção todos voltados para mim. E seus olhos não se desviavam.
- Dorme aqui comigo de novo?
- Claro! Já está perto de amanhecer, só não posso sair daqui tão tarde quanto ontem.
Ele puxou minha cabeça em direção a sua e beijou-me. Pus minha mão em seu abdômen e lá ficamos inertes, somente aproveitando aquele momento, o ambiente que era mágico, e meu homem que me amava acima de tudo.
Fomos para seu quarto, e lá dormimos. Desta vez não fizemos sexo, mas melhor, muito melhor, nos abraçamos e assim pegamos num lindo e profundo sono, onde eu tinha o meu homem nos meus braços, olhando para mim e dizendo que me amava mais do que todas as outras coisas. Como eu o amo!
A vida não como tudo o que somos, mas como parte integrante do que nos formamos. Experiências: Problemas e Soluções, Tristezas e Alegrias, Ódio e Amor; tudo o que nos forma.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Desejos Vãos.
Eu queria ser o Mar de altivo porte
Que ri e canta, a vastidão imensa!
Eu queria ser a Pedra que não pensa,
A pedra do caminho, rude e forte!
Eu queria ser o Sol, a luz intensa,
O bem do que é humilde e não tem sorte!
Eu queria ser a árvore tosca e densa
Que ri do mundo vão e até da morte!
Mas o Mar também chora de tristeza…
As árvores também, como quem reza,
Abrem, aos Céus, os braços, como um crente!
E o Sol altivo e forte, ao fim de um dia,
Tem lágrimas de sangue na agonia!
E as Pedras… essas… pisa-as toda a gente!…
Florbela Espanca - Livro das mágoas.
------------------------------------------------------------------------------
Florbela Espanca, a tradução da dor e desespero.
Uma poetisa singular em suas palavras e história de vida.
Não um exemplo, mas uma moral.
Aqui venho também falar da minha vontade de escrever um livro de poesias.
O gênero? Não sei.
Identifico como uma mistura entre ultra-romântico e pós-moderno.
Minhas coleções já estão sendo arquivadas para em breve escrever a minha obra.
Uma vida, uma terapia escrita.
Queira Deus que tudo dê certo. Espero ansiosamente que sim.
Espero que tenham gostado do poema que postei; Florbela é uma de minhas grandes inspirações.
Em especial a obra: O livro das mágoas que foi escrito pela mesma.
Uma obra ímpar..a quem se interessar, está muito bem recomendado.
Eu queria ser o Mar de altivo porte
Que ri e canta, a vastidão imensa!
Eu queria ser a Pedra que não pensa,
A pedra do caminho, rude e forte!
Eu queria ser o Sol, a luz intensa,
O bem do que é humilde e não tem sorte!
Eu queria ser a árvore tosca e densa
Que ri do mundo vão e até da morte!
Mas o Mar também chora de tristeza…
As árvores também, como quem reza,
Abrem, aos Céus, os braços, como um crente!
E o Sol altivo e forte, ao fim de um dia,
Tem lágrimas de sangue na agonia!
E as Pedras… essas… pisa-as toda a gente!…
Florbela Espanca - Livro das mágoas.
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Florbela Espanca, a tradução da dor e desespero.
Uma poetisa singular em suas palavras e história de vida.
Não um exemplo, mas uma moral.
Aqui venho também falar da minha vontade de escrever um livro de poesias.
O gênero? Não sei.
Identifico como uma mistura entre ultra-romântico e pós-moderno.
Minhas coleções já estão sendo arquivadas para em breve escrever a minha obra.
Uma vida, uma terapia escrita.
Queira Deus que tudo dê certo. Espero ansiosamente que sim.
Espero que tenham gostado do poema que postei; Florbela é uma de minhas grandes inspirações.
Em especial a obra: O livro das mágoas que foi escrito pela mesma.
Uma obra ímpar..a quem se interessar, está muito bem recomendado.
terça-feira, 19 de maio de 2009
...continuação [Parte III]
Naquela mesma manhã, assim que acordei ainda com olhos semicerrados vi que a cama estava vazia.
“Onde estará Bruno?” “Terá ido trabalhar e sequer me avisou?” “Talvez não quisesse me incomodar.” “Será que devo ir embora?” – inúmeras perguntas corriam minha mente para tentar entender o porquê de não vê-lo ali, naquele momento depois de uma noite tão maravilhosa.
Me enrolei naquele lençol escarlate e fui andando pela casa em direção à cozinha.. precisava de um copo de água e, foi lá mesmo na cozinha que o vi somente com uma samba canção preparando uma mesa com pães, manteiga, leite, café e frutas. Era um banquete.
- Ah! Bom dia dorminhoco, como está? – Bruno me perguntou.
- Bem, eu acho. Que horas são?
- Ainda é cedo, não se preocupe com isso.. preparei essa mesa pra você. – Ele respondeu.
- Vou colocar minha roupa. – Respondi.
Voltei e, de fato, aquela mesa parecia bastante convidativa e logo me sentei frente ao meu homem. Peguei uma fatia de pão e já fui passando a manteiga, sem cerimônias, pois também estava faminto e foi aí que ele colocou sua mão sobre a minha e me disse: “Seu cabelo está todo bagunçado.”, e riu num gesto meio sem graça.
- O que? – Fiquei imóvel, achei que ele falaria algo mais romântico ou adequado ao momento onde duas pessoas apaixonadas se sentam para comer.
- Seu cabelo, está bagunçado. – Repetiu a frase.
Meio desconcertado e fazendo questão de apresentar tal reação, passei suavemente as mãos pela minha cabeça para ver se assim aquietava as madeixas.
- Não se preocupe, você fica lindo assim. Um jeito meio menino de ser, foi isso que me conquistou em você. – E Bruno seguiu dizendo: Adorei a nossa noite, você é muito gostoso e eu te quero sempre do meu lado.
Aquele assunto estava me deixando pouco à vontade. Fazer comentários de uma transa é algo excessivamente desconfortável, mas tudo bem!
Depois de comermos fui arrumando os objetos, colocando-os sobre a pia, empilhando-os para que pudessem ser lavados (sempre é educado), mas ele me impediu agarrando minha mão e me puxando para a sala onde ficamos por um tempo vendo desenho na televisão e trocando carícias e beijos.
- Lú, tenho que ir trabalhar. – Bruno me avisou.
- Sim. E eu tenho que ir embora, minha mãe deve estar doida atrás de mim. – Sorri meio sem graça.
Ele se levantou, virou-se para mim e estendeu sua mão. O que aquilo queria dizer?
- Vamos tomar banho. – Respondeu, como se já tivesse lido a minha mente.
Segui-o, e fui novamente tirando minhas roupas. Ele que já estava somente de cueca, facilmente se desfez de toda aquela ornamentação que escondia o seu sexo.
Entramos debaixo do chuveiro e fomos inundados com uma água quentinha e suave que parecia lavar nossas almas. Ele ia me lavando, passando xampu sobre minha cabeça enquanto eu estava de costas para ele, aproveitando também para se encostar-se a mim.
Lavava minha cabeça e descia suas mãos sobre meu corpo, lavando cada pedacinho de mim, me excitando. “Vou cuidar de você agora, menino.” – Bruno dizia. Ele seria meu homem, aquele que cuidaria de mim, me defenderia e muito além... me amaria.
Assim que a espuma se entregava sobre a água deixando-se despregar de meu corpo, Bruno envolvia-me em seus braços fortes e me agarrava, beijava meus lábios. Aquela água escorrendo sobre nossos corpos dava um clima tão sensual àquele momento que mal poderia controlar um gozo.
Ver a água correndo sobre o corpo do meu homem, parecendo gotículas que brotavam de seu âmago, gotas que ia aos poucos sugando a cada passar de minha língua sobre aquele corpo.
Bruno sequer esboçava uma reação, apenas encarava-me nos olhos, olhando meu espírito e beijava-me; em silêncio entramos, e do mesmo modo saímos. Começava a me preocupar.
- Porque você está tão calado? Arrependido por ontem a noite? – Perguntei.
Ele que estava de costas vestindo uma camisa em algodão onde cores claras se destacavam sobre pequenas linhas traçadas ao longo do tecido. Era sexy além de lhe atribuir um ar senhorio. Terminou de abotoar aquela camisa e voltando-se para mim disse que me sentasse. Foi que fiz.
- Lú, tenho que te confessar uma coisa, ...
“Onde estará Bruno?” “Terá ido trabalhar e sequer me avisou?” “Talvez não quisesse me incomodar.” “Será que devo ir embora?” – inúmeras perguntas corriam minha mente para tentar entender o porquê de não vê-lo ali, naquele momento depois de uma noite tão maravilhosa.
Me enrolei naquele lençol escarlate e fui andando pela casa em direção à cozinha.. precisava de um copo de água e, foi lá mesmo na cozinha que o vi somente com uma samba canção preparando uma mesa com pães, manteiga, leite, café e frutas. Era um banquete.
- Ah! Bom dia dorminhoco, como está? – Bruno me perguntou.
- Bem, eu acho. Que horas são?
- Ainda é cedo, não se preocupe com isso.. preparei essa mesa pra você. – Ele respondeu.
- Vou colocar minha roupa. – Respondi.
Voltei e, de fato, aquela mesa parecia bastante convidativa e logo me sentei frente ao meu homem. Peguei uma fatia de pão e já fui passando a manteiga, sem cerimônias, pois também estava faminto e foi aí que ele colocou sua mão sobre a minha e me disse: “Seu cabelo está todo bagunçado.”, e riu num gesto meio sem graça.
- O que? – Fiquei imóvel, achei que ele falaria algo mais romântico ou adequado ao momento onde duas pessoas apaixonadas se sentam para comer.
- Seu cabelo, está bagunçado. – Repetiu a frase.
Meio desconcertado e fazendo questão de apresentar tal reação, passei suavemente as mãos pela minha cabeça para ver se assim aquietava as madeixas.
- Não se preocupe, você fica lindo assim. Um jeito meio menino de ser, foi isso que me conquistou em você. – E Bruno seguiu dizendo: Adorei a nossa noite, você é muito gostoso e eu te quero sempre do meu lado.
Aquele assunto estava me deixando pouco à vontade. Fazer comentários de uma transa é algo excessivamente desconfortável, mas tudo bem!
Depois de comermos fui arrumando os objetos, colocando-os sobre a pia, empilhando-os para que pudessem ser lavados (sempre é educado), mas ele me impediu agarrando minha mão e me puxando para a sala onde ficamos por um tempo vendo desenho na televisão e trocando carícias e beijos.
- Lú, tenho que ir trabalhar. – Bruno me avisou.
- Sim. E eu tenho que ir embora, minha mãe deve estar doida atrás de mim. – Sorri meio sem graça.
Ele se levantou, virou-se para mim e estendeu sua mão. O que aquilo queria dizer?
- Vamos tomar banho. – Respondeu, como se já tivesse lido a minha mente.
Segui-o, e fui novamente tirando minhas roupas. Ele que já estava somente de cueca, facilmente se desfez de toda aquela ornamentação que escondia o seu sexo.
Entramos debaixo do chuveiro e fomos inundados com uma água quentinha e suave que parecia lavar nossas almas. Ele ia me lavando, passando xampu sobre minha cabeça enquanto eu estava de costas para ele, aproveitando também para se encostar-se a mim.
Lavava minha cabeça e descia suas mãos sobre meu corpo, lavando cada pedacinho de mim, me excitando. “Vou cuidar de você agora, menino.” – Bruno dizia. Ele seria meu homem, aquele que cuidaria de mim, me defenderia e muito além... me amaria.
Assim que a espuma se entregava sobre a água deixando-se despregar de meu corpo, Bruno envolvia-me em seus braços fortes e me agarrava, beijava meus lábios. Aquela água escorrendo sobre nossos corpos dava um clima tão sensual àquele momento que mal poderia controlar um gozo.
Ver a água correndo sobre o corpo do meu homem, parecendo gotículas que brotavam de seu âmago, gotas que ia aos poucos sugando a cada passar de minha língua sobre aquele corpo.
Bruno sequer esboçava uma reação, apenas encarava-me nos olhos, olhando meu espírito e beijava-me; em silêncio entramos, e do mesmo modo saímos. Começava a me preocupar.
- Porque você está tão calado? Arrependido por ontem a noite? – Perguntei.
Ele que estava de costas vestindo uma camisa em algodão onde cores claras se destacavam sobre pequenas linhas traçadas ao longo do tecido. Era sexy além de lhe atribuir um ar senhorio. Terminou de abotoar aquela camisa e voltando-se para mim disse que me sentasse. Foi que fiz.
- Lú, tenho que te confessar uma coisa, ...
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Mais uma sessão na psicóloga.
Pontualidade britânica - isso é o que me caracteriza.
Chego e sento na mesma poltrona posicionada transversalmente sobre a borda de uma parede.
Paro e... nada me ocorre. O que fazer?
Como sempre...vou analizar o ambiente (que aliás nunca muda).
Um criado mudo branco posicionado ao lado da poltrona de terapeuta que por sua vez estão a minha frente; neste criado encontram-se uma escultura em argila e posteriormente queimada. "Seria barroca?" - Aquilo não me interessava.
Ainda naquele criado, algo que há tempos me intrigava, um copo, e dentro dele um líquido com uma tonalidade meio amarelada...aquela tonalidade seria enfeite do copo ou seria algum suco?
Se fosse suco, de que seria?
Porque minha terapeuta insiste em todas as sessões tomar este mesmo suco?
Insisto... deve ser suco de cajú. Logo percebi pela tonalidade.
Quadros cercam o ambiente da sala e breves palavras saem de minha boca.
- Estou bem! Razoavelmente bem!
E assim começou a sessão.
[...]
Porque é tão difícil conversar?
Porque é tão difícil se abrir com o outro, mesmo sabendo que o outro pode te ajudar e está ali para te ajudar?
Há dúvidas e questionamentos que as respostas para uns são óbvias, para outros, por mais que as procurem, parece impossível de encontrá-las.
Tenho andado em círculos e não sei discernir se tenho estendido a mão para pedir ajuda ou se tenho recolhido a mão para os que me oferecem ajuda.
E sofro, sofro ao saber que muitos à minha volta também sofrem com isso.
Mas vou continuar a viver.
Vou continuar a escrever, pois essa é a única forma de expressão que encontrei.
Chego e sento na mesma poltrona posicionada transversalmente sobre a borda de uma parede.
Paro e... nada me ocorre. O que fazer?
Como sempre...vou analizar o ambiente (que aliás nunca muda).
Um criado mudo branco posicionado ao lado da poltrona de terapeuta que por sua vez estão a minha frente; neste criado encontram-se uma escultura em argila e posteriormente queimada. "Seria barroca?" - Aquilo não me interessava.
Ainda naquele criado, algo que há tempos me intrigava, um copo, e dentro dele um líquido com uma tonalidade meio amarelada...aquela tonalidade seria enfeite do copo ou seria algum suco?
Se fosse suco, de que seria?
Porque minha terapeuta insiste em todas as sessões tomar este mesmo suco?
Insisto... deve ser suco de cajú. Logo percebi pela tonalidade.
Quadros cercam o ambiente da sala e breves palavras saem de minha boca.
- Estou bem! Razoavelmente bem!
E assim começou a sessão.
[...]
Porque é tão difícil conversar?
Porque é tão difícil se abrir com o outro, mesmo sabendo que o outro pode te ajudar e está ali para te ajudar?
Há dúvidas e questionamentos que as respostas para uns são óbvias, para outros, por mais que as procurem, parece impossível de encontrá-las.
Tenho andado em círculos e não sei discernir se tenho estendido a mão para pedir ajuda ou se tenho recolhido a mão para os que me oferecem ajuda.
E sofro, sofro ao saber que muitos à minha volta também sofrem com isso.
Mas vou continuar a viver.
Vou continuar a escrever, pois essa é a única forma de expressão que encontrei.
sábado, 9 de maio de 2009
Confissões.
Estou angustiado.
Sinto dor, tristeza e mágoas, o motivo pelo qual ainda não sei. Tanto faz.
Meu espírito é velho embora esteja em um corpo tão jovem.
Ultimamente passei por coisas terríveis, embora não sejam para muitos de vocês.
Algumas pessoas lembram de seu primeiro beijo, a primeira transa, o primeiro namorado, o primeiro porre, a primeira viagem com os amigos. Não me recordo de nada disso.
Minha mente está vazia, e sequer um sorriso estampa meu rosto.
Coisas banais como estas antes descritas marcam a vida de uma pessoa; coisas estas que não me lembro.
- Quando foi o meu primeiro beijo?
- Nunca tive um namorado em toda a minha vida; sempre solitário.
- Dentre tantos copos já virados, qual deles foi o primeiro?
- Não, já não sei se tenho amigos.
Ultimamente só tenho dormido para passar tamanha dor, para sufocá-la.
Talvez escrever seja uma forma de retirá-la de mim, de exprimi-la, talvez tenha nisso um propósito terapêutico.
A tempos atrás experienciei algo que nunca havia passado antes. Tive o meu primeiro surto psicótico. Esta é a única lembrança que carrego comigo.
Complexa cognição a que se recorda somente de fatos tristes e abstrai momentos felizes. Porque?
Minha família toda preocupada ao ponto de se desfazer, minha psiquiatra que me indicou pra uma psicóloga, remédios e conselhos que dizem que eu não posso mais sair sozinho pelo período de estabilização destes surtos, não posso dirigir, não posso beber ou fumar pois estes aumentam a ansiedade.
Uma vida restrita e incomparavelmente aflitiva. Seria melhor a morte?
Sim, esta tem sido muito pensada ultimamente.
Eu não amo a minha existência. Sempre projetei este papel a outros, e todos falharam neste processo.
Mas como poderiam se sempre fico em esquiva?
Sinto que meus amigos estão me virando as costas... Alguns tem vergonha, outros somente me recriminam. Diziam-me que amigos dá-se para contar nos dedos de uma mão, mentira!
Eles não existem, são colegas, conhecidos com os quais divido experiências.
Talvez esteja sendo um tanto equivocado, mas até que me provem o contrário.
Sou realmente tão frustrado?
Porque nunca ninguém me amou nesta vida?
Qual o meu problema? Sou assim tão repulsivo?
Sinto dor, tristeza e mágoas, o motivo pelo qual ainda não sei. Tanto faz.
Meu espírito é velho embora esteja em um corpo tão jovem.
Ultimamente passei por coisas terríveis, embora não sejam para muitos de vocês.
Algumas pessoas lembram de seu primeiro beijo, a primeira transa, o primeiro namorado, o primeiro porre, a primeira viagem com os amigos. Não me recordo de nada disso.
Minha mente está vazia, e sequer um sorriso estampa meu rosto.
Coisas banais como estas antes descritas marcam a vida de uma pessoa; coisas estas que não me lembro.
- Quando foi o meu primeiro beijo?
- Nunca tive um namorado em toda a minha vida; sempre solitário.
- Dentre tantos copos já virados, qual deles foi o primeiro?
- Não, já não sei se tenho amigos.
Ultimamente só tenho dormido para passar tamanha dor, para sufocá-la.
Talvez escrever seja uma forma de retirá-la de mim, de exprimi-la, talvez tenha nisso um propósito terapêutico.
A tempos atrás experienciei algo que nunca havia passado antes. Tive o meu primeiro surto psicótico. Esta é a única lembrança que carrego comigo.
Complexa cognição a que se recorda somente de fatos tristes e abstrai momentos felizes. Porque?
Minha família toda preocupada ao ponto de se desfazer, minha psiquiatra que me indicou pra uma psicóloga, remédios e conselhos que dizem que eu não posso mais sair sozinho pelo período de estabilização destes surtos, não posso dirigir, não posso beber ou fumar pois estes aumentam a ansiedade.
Uma vida restrita e incomparavelmente aflitiva. Seria melhor a morte?
Sim, esta tem sido muito pensada ultimamente.
Eu não amo a minha existência. Sempre projetei este papel a outros, e todos falharam neste processo.
Mas como poderiam se sempre fico em esquiva?
Sinto que meus amigos estão me virando as costas... Alguns tem vergonha, outros somente me recriminam. Diziam-me que amigos dá-se para contar nos dedos de uma mão, mentira!
Eles não existem, são colegas, conhecidos com os quais divido experiências.
Talvez esteja sendo um tanto equivocado, mas até que me provem o contrário.
Sou realmente tão frustrado?
Porque nunca ninguém me amou nesta vida?
Qual o meu problema? Sou assim tão repulsivo?
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Finally.
Depois de tanto tempo, finalmente retorno com um pedido de desculpas.
Há justificativas, embora neste momento considero deselegante expo-las.
Aos que frequentam o blog..obrigado comentem, deixem suas críticas e sugestões para que eu possa sempre aprimorar o meu blog.
Enquanto ao meu conto, estarei sempre que possível concluindo pois esta é um crônico com um início, mas sem um fim ainda. rss
Ao longo dos dias gostaria de escreve alguns poemas e outras travessuras das quais me arrisco, só peço que por favor, não copiem e se forem faze-lo, deem os devidos créditos.
Obrigado.
Há justificativas, embora neste momento considero deselegante expo-las.
Aos que frequentam o blog..obrigado comentem, deixem suas críticas e sugestões para que eu possa sempre aprimorar o meu blog.
Enquanto ao meu conto, estarei sempre que possível concluindo pois esta é um crônico com um início, mas sem um fim ainda. rss
Ao longo dos dias gostaria de escreve alguns poemas e outras travessuras das quais me arrisco, só peço que por favor, não copiem e se forem faze-lo, deem os devidos créditos.
Obrigado.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
...continuação [Parte II]
Voltando para casa, pensava no que seria de mim dali para frente. Poderia contar com uma ligação? Uma chamada?
Estava desesperado. Já era dia quando me entreguei à exaustão enquanto meus pais, coitados, sequer desconfiavam de tudo o que havia se passado naquela noite anterior.
Já era tardezinha quando despertei, ainda meio sonolento. Tomei meu merecido banho e fui logo cumprimentar meus parentes por mais um ano de muita felicidade, paz, união, saúde, dinheiro,... coisas das quais todos se cansam de ouvir.
Quando ele me ligaria? Estava começando a ficar nervoso, todos reparavam e perguntavam o por que e, eu dava respostas ainda mais frias e esquivas, afinal, ele havia me esquecido; como disse: relacionamentos gays começam e terminam em uma única noite, em uma única transa.
O dia terminou e Bruno não me ligou, e claro que eu também não ligaria, não iria querer dar o meu braço a torcer.
No dia seguinte voltei para Goiânia. Um pouco mais lúcido e com os pés no chão tentei voltar a minha rotina: Ano novo,vida nova; não seria iludido por ele e mais ninguém novamente e assim o resto de semana correu.
Já estava acostumado com a idéia de ter sido traído por aquelas pseudo juras de amor quando na terça-feira (ainda me lembro bem), dia seis de janeiro, recebo sua ligação.
-Oi lindo! Como você está? – Dizia Bruno naquele mesmo tom que fez com que me apaixonasse por ele.
-Como estou? Imagina... Uma semana esperando você me ligar e nada. Nem imaginava que você ainda fosse ter o meu número. – Disse rispidamente
-Nossa! Desculpe, eu sei que devia ter ligado antes, mas eu estava sem crédito e não tinha como te ligar, mas por que você não me ligou também? – Respondeu meio desconfiado.
-Eu também estava sem crédito. – Menti claro. Sou muito orgulhoso para ligar para o cara no dia seguinte.
-Como você passou o dia seguinte? Eu não paro de pensar em você um minuto sequer... queria te ver novamente. – Bruno me perguntou.
Pronto! Já estava entregue. Se ele ficou uma semana sem me ligar? DANE-SE. Depois destas palavras, haveria de esquecer até mesmo o pior dos crimes.
-Me ver? Poxa, eu já estou em Goiânia e,... – antes que eu pudesse completar o que ia dizer, Bruno já se adianta.
-Perfeito. Eu também moro em Goiânia. – Respondeu entre risos.
-E você já está aqui? – Perguntei-lhe.
-Sim. Podemos nos ver quando?
-Quando você quer? – Passei a bola para ele.
-Pode ser hoje, na minha casa? – Bruno respondeu.
-Claro! Me passe o endereço.
Gravei o seu endereço e logo a noite estaria lá. Era arriscado, mas a vontade de vê-lo novamente era ainda maior.
Enquanto aos meus pais que ainda estavam na cidade? Diria que iria a uma festinha na casa de uma amiga e qualquer coisa dormiria lá mesmo, não tinha como dar errado.
Passei todo o resto do dia pensando, fantasiando como seria aquela noite na presença do meu homem. Será melhor que nosso primeiro encontro? Sairei realizado? Ele me pedirá em namoro? Breves momentos de pensamento mágico, devaneios que às vezes tenho.
Já eram oito horas da noite, estava pronto e já tomando um táxi para a casa de Bruno; pensava o que seria de ali em diante, o que aquela noite me aguardava. Chegando em sua casa, fui de imediato recebido com um beijo.
-Então, você veio. – Disse Bruno. – Entre. Não fique esperando aí parado na porta.
Ainda meio apreensivo entrei e vislumbrei sua casa. Nada muito luxuoso, embora não fosse inteiramente simples. Cada um de seus objetos sobre a estante na sala pareciam ter sido milimetricamente postos, onde disputavam espaço com sua televisão, DVDs e outros artigos eletrônicos de pura distração. Tudo era novo e belo para mim... o conhecera a uns dias e já estava em sua casa presenciando a sua intimidade.
Enquanto conversávamos, ele ligou a televisão, foi na cozinha e logo me trouxe uma garrafa de vinho com duas taças.
-Você está querendo me embebedar? – Perguntei brincando.
-Não preciso disso, já te tenho mesmo lúcido. – Respondeu rindo.
Serviu-me a taça e já fui virando para aliviar a tensão daquele momento.
Conversávamos sobre tudo: História de vida, planos para o futuro, novidades e acontecimentos pessoais, enfim, uma roda de conversa.
Nem me lembro do que estava passando naquela televisão, quando ele a desligou, já veio para cima de mim, me beijando todo; fiquei extasiado.
-Que saudade eu estava de você, sabia? – Bruno me disse.
-Sim! Eu também senti muito a sua falta, cheguei a pensar que você nem me ligaria mais. – Respondi dando um beijo.
-Lógico que eu iria te ligar, não se esqueça o que eu te disse na noite que nos conhecemos: Você é perfeito. Não quero te perder. – Bruno dizia.
Aquilo me soou como uma declaração. Eu estava esperando ouvir aquilo, mas vê-lo dizer tais coisas foi muito além de minhas expectativas, tanto é que por pouco não deixo as lágrimas rolarem, embora meus olhos tenham ficado marejados.
O vinho já estava a uma taça do fim quando ele pediu para que eu me deitasse naquele sofá colocando minha cabeça sobre seu colo, e foi quando me deitei que vi o resultado do vinho, estava um pouco mais leve e o teto rodava vagarosamente.
Fitando seu olho, vi o esboço de um sorriso... e como é lindo o seu sorriso, foi neste instante que ele se abaixou e beijou-me novamente, longamente, passando os dedos por entre meus cabelos lisos e tendo a minha mão direita agarrada sobre a sua nuca forçando um pouco mais de excitação àquele momento.
Nos olhávamos, dizíamos palavras de carinho e trocávamos toques. Estava lindo tendo sua mão alisando meu rosto e cabelo, além de parecer estar praticamente despido aos seus olhos.
Ficamos assim por um intervalo de vinte minutos (se ainda me lembro), quando ele pediu para que eu me levantasse e o acompanhasse ao quarto porque ele tinha uma surpresa, e assim seguimos.
Chegamos no quarto e as únicas coisas que lá haviam era um criado-mudo posicionado ao lado de uma cama de casal, e um guarda-roupa que tomava por inteiro uma das paredes do quarto. Mas além, muito além, o que me agradou foi ver três lindas velas aromatizantes acesas rodeadas por pétalas brancas de rosas sobre o criado-mudo. Aquilo me encantou.
Nunca havia namorado nenhum rapaz antes, e Bruno era o que eu sempre idealizara, um homem lindo e romântico que sabe conquistar com seu requinte, criatividade, inteligência e erotismo.
Fiquei estático. Ele que estava ao meu lado, foi para trás de mim e me deu um abraço onde já pude sentir o início de uma ereção. Virei meu pescoço em sua direção e dei-lhe um beijo.
Quando ele voltou à sala para ligar o som disse-lhe que não queria aquele momento com música, pois acima de tudo, queria poder ouvir os nossos gemidos, o atrito de nossos corpos.
-Você tem razão, será muito melhor ouvir você gemendo meu nome baixinho no meu ouvido. – Bruno me disse sorrindo. – Hoje vamos aproveitar cada momento, só nós dois.
Aquilo foi excitante, confesso.
Ele me puxou para sua cama que estava com um lençol vermelho. Puxou-me e já foi me pedindo para tirar a roupa devagar, como num Streep. Já fui atendendo seu pedido e tirava meu calçado, meia, camisa tudo como num ritual tântrico.
Meu corpo estava em chamas, e Bruno me observava estando somente de cueca cerrando os lábios. Aquilo ativou minha libido e já fui tirando minha calça ficando também somente de cueca e me jogando sobre o corpo de Bruno, beijando sua boca, pescoço, tórax, descendo com uma paciência que o deixava ainda mais desejoso do porvir.
Fui tirando sua cueca e beijando cada centímetro de seu membro que já em riste exalava um aroma familiar. Fui descendo com minha língua milímetro por milímetro... podia ouvir seus sussurros, seus gemidos.
E assim fiquei por um tempo significativo. Quando vi que ele não iria mais agüentar aquela situação, sentei-me de frente a ele cruzando nossas pernas, encostando nossos tórax. Ele me empurrava para mais perto de si, como se já me quisesse dentro dele; fazer-nos um.
Seus olhos cerrados fitavam os meus, sua boca a toda hora era humedecida por sua língua que dançava por seus lábios, pedindo mais e mais.
Minhas mãos deslizavam por suas costas e por vezes puxava-lhe o cabelo (adoro fazer isto) o que fazia com que arrancasse ainda mais suspiros do meu homem.
-Eu não vou agüentar muito tempo mais se você continuar assim. – Disse Bruno.
-Calma! A noite é muito longa e mal começamos o que queremos. – Respondi.
Ele deitou-me sobre a cama com a barriga para cima, foi tirando minha cueca e deitou sobre mim, nossos órgãos lutavam entre si, pois ambos estavam latejantes.
Quando Bruno se colocou de joelhos sobre a cama, já sabia o que haveria após. Ele colocou sob mim um par de almofadas, abriu minhas pernas e colocou-as envoltas ao seu quadril.
Bruno sorria com um ar sacana passando seu pênis em meu ânus me fazendo virar o olho e pedir para que me penetrasse logo.
-Peça para que eu te coma. Peça mais. – Bruno ria sarcasticamente, sentindo-se o dono da situação.
E eu pedia quase implorando para ter aquele homem em mim. E ele me atendeu.
Foi se deitando sobre mim forçando a entrada em meu ânus... ficava me encarando nos olhos, e este olhar me hipnotizou.
Gemia alto e chamava por seu nome. Seu membro já estava dentro de mim, seu corpo estava suado e sua voz começava a ficar rouca me dizendo no ouvido:
-Pronto! Agora você vai ser meu de novo. Rebola para mim? – Perguntou Bruno que foi prontamente atendido quando eu rebolava sobre seu pênis e acariciava sua bunda.
Começava ali aqueles movimentos tão conhecidos; movimentos rítmicos que fazia-nos transportar a um lugar diferente daquele, um lugar de puro erotismo e prazer.
Enquanto ele me penetrava, sua boca se encontrava com a minha, sua mão deslizava sobre meu corpo e minha mão sobre suas costas, pescoço e rosto.
-Meu garoto. Será só meu de agora em diante, eu quero você. – Sussurrava em meu ouvido.
Bruno, depois de um tempo naquela posição colocou-me de joelhos e penetrou-me estando de quatro para ele. Foi a melhor de todas. Bruno parecia irracional, puxava-me pelo cabelo e sugava o meu pescoço enquanto eu me masturbava.
Senti-lo sobre mim foi tão especial, as horas corriam e não nos dávamos conta, pareciam ser minutos, deixávamos nos levar pela excitação, quando a respiração de Bruno foi ficando mais pesada, ele me colocou deitado de lado, virado de costas para ele; ergueu uma de minhas pernas e começou a me penetrar vorazmente, seu pênis vibrava e parecia crescer dentro de mim quando pude perceber seu gozo no instante em que ele foi parando com suas penetrações, deixando seu membro ainda dentro de mim, abaixando minhas pernas e me abraçando. Pude perceber a dimensão da situação quando seu pênis já amolecido saiu de mim e deitei-me de frente para ele. Pude ouvir seu sussurro:
-Te amo!
Aquilo me assustou. Estava dizendo como gratidão à transa? Estava dizendo ludicamente? Será que realmente me amava? A resposta logo apareceu quando pus meus braços sobre seu abdômen, ele com os olhos abertos repetiu olhando em meus olhos.
-Te amo!
Não soube o que fazer. Confundo facilmente amor com paixão e, apesar de termos nos conhecido a pouco tempo sabia que aquilo que eu sentia era mais do que paixão. Nunca amara um homem antes.
Virei de costas para ele e naquela cama deixei silenciosamente as lágrimas correrem. Era um choro sincero, estava confuso em dúvidas comigo mesmo, dúvidas em relação a ele.
Será que ele não estaria enganado dizendo aquelas palavras pra mim? Será que ele não está somente apaixonado? Pensamentos insanos, mas que não podia evitar e não sabia como evitar também.
Ali, as lágrimas correram amargamente. Estava com medo do futuro, do que seria daquela relação, acho que ninguém nunca me amou antes e aquele homem, o homem com o qual sempre sonhei me dizendo aquilo era bom demais para ser verdade. Estaria sonhando?
-O que aconteceu, meu lindo? – Já havia me tornado o seu querido. Bruno perguntou-me isso com uma voz tão doce.
Voltei-me para ele com o rosto molhado e ele assustado me perguntou por que estava chorando.
-Eu também te amo, muito. – Respondi.
-Era isso o que queria ouvir de você. – Bruno me disse.
Abraçou-me e me deu o beijo mais apaixonado de todos.
Era madrugada, estávamos deitados em conchinha, abraçados como um verdadeiro casal. Bruno entrelaçava sua mão sobre a minha, brincava com meus dedos e dizia palavras amorosas em meus ouvidos. Assim adormeci.
Estava desesperado. Já era dia quando me entreguei à exaustão enquanto meus pais, coitados, sequer desconfiavam de tudo o que havia se passado naquela noite anterior.
Já era tardezinha quando despertei, ainda meio sonolento. Tomei meu merecido banho e fui logo cumprimentar meus parentes por mais um ano de muita felicidade, paz, união, saúde, dinheiro,... coisas das quais todos se cansam de ouvir.
Quando ele me ligaria? Estava começando a ficar nervoso, todos reparavam e perguntavam o por que e, eu dava respostas ainda mais frias e esquivas, afinal, ele havia me esquecido; como disse: relacionamentos gays começam e terminam em uma única noite, em uma única transa.
O dia terminou e Bruno não me ligou, e claro que eu também não ligaria, não iria querer dar o meu braço a torcer.
No dia seguinte voltei para Goiânia. Um pouco mais lúcido e com os pés no chão tentei voltar a minha rotina: Ano novo,vida nova; não seria iludido por ele e mais ninguém novamente e assim o resto de semana correu.
Já estava acostumado com a idéia de ter sido traído por aquelas pseudo juras de amor quando na terça-feira (ainda me lembro bem), dia seis de janeiro, recebo sua ligação.
-Oi lindo! Como você está? – Dizia Bruno naquele mesmo tom que fez com que me apaixonasse por ele.
-Como estou? Imagina... Uma semana esperando você me ligar e nada. Nem imaginava que você ainda fosse ter o meu número. – Disse rispidamente
-Nossa! Desculpe, eu sei que devia ter ligado antes, mas eu estava sem crédito e não tinha como te ligar, mas por que você não me ligou também? – Respondeu meio desconfiado.
-Eu também estava sem crédito. – Menti claro. Sou muito orgulhoso para ligar para o cara no dia seguinte.
-Como você passou o dia seguinte? Eu não paro de pensar em você um minuto sequer... queria te ver novamente. – Bruno me perguntou.
Pronto! Já estava entregue. Se ele ficou uma semana sem me ligar? DANE-SE. Depois destas palavras, haveria de esquecer até mesmo o pior dos crimes.
-Me ver? Poxa, eu já estou em Goiânia e,... – antes que eu pudesse completar o que ia dizer, Bruno já se adianta.
-Perfeito. Eu também moro em Goiânia. – Respondeu entre risos.
-E você já está aqui? – Perguntei-lhe.
-Sim. Podemos nos ver quando?
-Quando você quer? – Passei a bola para ele.
-Pode ser hoje, na minha casa? – Bruno respondeu.
-Claro! Me passe o endereço.
Gravei o seu endereço e logo a noite estaria lá. Era arriscado, mas a vontade de vê-lo novamente era ainda maior.
Enquanto aos meus pais que ainda estavam na cidade? Diria que iria a uma festinha na casa de uma amiga e qualquer coisa dormiria lá mesmo, não tinha como dar errado.
Passei todo o resto do dia pensando, fantasiando como seria aquela noite na presença do meu homem. Será melhor que nosso primeiro encontro? Sairei realizado? Ele me pedirá em namoro? Breves momentos de pensamento mágico, devaneios que às vezes tenho.
Já eram oito horas da noite, estava pronto e já tomando um táxi para a casa de Bruno; pensava o que seria de ali em diante, o que aquela noite me aguardava. Chegando em sua casa, fui de imediato recebido com um beijo.
-Então, você veio. – Disse Bruno. – Entre. Não fique esperando aí parado na porta.
Ainda meio apreensivo entrei e vislumbrei sua casa. Nada muito luxuoso, embora não fosse inteiramente simples. Cada um de seus objetos sobre a estante na sala pareciam ter sido milimetricamente postos, onde disputavam espaço com sua televisão, DVDs e outros artigos eletrônicos de pura distração. Tudo era novo e belo para mim... o conhecera a uns dias e já estava em sua casa presenciando a sua intimidade.
Enquanto conversávamos, ele ligou a televisão, foi na cozinha e logo me trouxe uma garrafa de vinho com duas taças.
-Você está querendo me embebedar? – Perguntei brincando.
-Não preciso disso, já te tenho mesmo lúcido. – Respondeu rindo.
Serviu-me a taça e já fui virando para aliviar a tensão daquele momento.
Conversávamos sobre tudo: História de vida, planos para o futuro, novidades e acontecimentos pessoais, enfim, uma roda de conversa.
Nem me lembro do que estava passando naquela televisão, quando ele a desligou, já veio para cima de mim, me beijando todo; fiquei extasiado.
-Que saudade eu estava de você, sabia? – Bruno me disse.
-Sim! Eu também senti muito a sua falta, cheguei a pensar que você nem me ligaria mais. – Respondi dando um beijo.
-Lógico que eu iria te ligar, não se esqueça o que eu te disse na noite que nos conhecemos: Você é perfeito. Não quero te perder. – Bruno dizia.
Aquilo me soou como uma declaração. Eu estava esperando ouvir aquilo, mas vê-lo dizer tais coisas foi muito além de minhas expectativas, tanto é que por pouco não deixo as lágrimas rolarem, embora meus olhos tenham ficado marejados.
O vinho já estava a uma taça do fim quando ele pediu para que eu me deitasse naquele sofá colocando minha cabeça sobre seu colo, e foi quando me deitei que vi o resultado do vinho, estava um pouco mais leve e o teto rodava vagarosamente.
Fitando seu olho, vi o esboço de um sorriso... e como é lindo o seu sorriso, foi neste instante que ele se abaixou e beijou-me novamente, longamente, passando os dedos por entre meus cabelos lisos e tendo a minha mão direita agarrada sobre a sua nuca forçando um pouco mais de excitação àquele momento.
Nos olhávamos, dizíamos palavras de carinho e trocávamos toques. Estava lindo tendo sua mão alisando meu rosto e cabelo, além de parecer estar praticamente despido aos seus olhos.
Ficamos assim por um intervalo de vinte minutos (se ainda me lembro), quando ele pediu para que eu me levantasse e o acompanhasse ao quarto porque ele tinha uma surpresa, e assim seguimos.
Chegamos no quarto e as únicas coisas que lá haviam era um criado-mudo posicionado ao lado de uma cama de casal, e um guarda-roupa que tomava por inteiro uma das paredes do quarto. Mas além, muito além, o que me agradou foi ver três lindas velas aromatizantes acesas rodeadas por pétalas brancas de rosas sobre o criado-mudo. Aquilo me encantou.
Nunca havia namorado nenhum rapaz antes, e Bruno era o que eu sempre idealizara, um homem lindo e romântico que sabe conquistar com seu requinte, criatividade, inteligência e erotismo.
Fiquei estático. Ele que estava ao meu lado, foi para trás de mim e me deu um abraço onde já pude sentir o início de uma ereção. Virei meu pescoço em sua direção e dei-lhe um beijo.
Quando ele voltou à sala para ligar o som disse-lhe que não queria aquele momento com música, pois acima de tudo, queria poder ouvir os nossos gemidos, o atrito de nossos corpos.
-Você tem razão, será muito melhor ouvir você gemendo meu nome baixinho no meu ouvido. – Bruno me disse sorrindo. – Hoje vamos aproveitar cada momento, só nós dois.
Aquilo foi excitante, confesso.
Ele me puxou para sua cama que estava com um lençol vermelho. Puxou-me e já foi me pedindo para tirar a roupa devagar, como num Streep. Já fui atendendo seu pedido e tirava meu calçado, meia, camisa tudo como num ritual tântrico.
Meu corpo estava em chamas, e Bruno me observava estando somente de cueca cerrando os lábios. Aquilo ativou minha libido e já fui tirando minha calça ficando também somente de cueca e me jogando sobre o corpo de Bruno, beijando sua boca, pescoço, tórax, descendo com uma paciência que o deixava ainda mais desejoso do porvir.
Fui tirando sua cueca e beijando cada centímetro de seu membro que já em riste exalava um aroma familiar. Fui descendo com minha língua milímetro por milímetro... podia ouvir seus sussurros, seus gemidos.
E assim fiquei por um tempo significativo. Quando vi que ele não iria mais agüentar aquela situação, sentei-me de frente a ele cruzando nossas pernas, encostando nossos tórax. Ele me empurrava para mais perto de si, como se já me quisesse dentro dele; fazer-nos um.
Seus olhos cerrados fitavam os meus, sua boca a toda hora era humedecida por sua língua que dançava por seus lábios, pedindo mais e mais.
Minhas mãos deslizavam por suas costas e por vezes puxava-lhe o cabelo (adoro fazer isto) o que fazia com que arrancasse ainda mais suspiros do meu homem.
-Eu não vou agüentar muito tempo mais se você continuar assim. – Disse Bruno.
-Calma! A noite é muito longa e mal começamos o que queremos. – Respondi.
Ele deitou-me sobre a cama com a barriga para cima, foi tirando minha cueca e deitou sobre mim, nossos órgãos lutavam entre si, pois ambos estavam latejantes.
Quando Bruno se colocou de joelhos sobre a cama, já sabia o que haveria após. Ele colocou sob mim um par de almofadas, abriu minhas pernas e colocou-as envoltas ao seu quadril.
Bruno sorria com um ar sacana passando seu pênis em meu ânus me fazendo virar o olho e pedir para que me penetrasse logo.
-Peça para que eu te coma. Peça mais. – Bruno ria sarcasticamente, sentindo-se o dono da situação.
E eu pedia quase implorando para ter aquele homem em mim. E ele me atendeu.
Foi se deitando sobre mim forçando a entrada em meu ânus... ficava me encarando nos olhos, e este olhar me hipnotizou.
Gemia alto e chamava por seu nome. Seu membro já estava dentro de mim, seu corpo estava suado e sua voz começava a ficar rouca me dizendo no ouvido:
-Pronto! Agora você vai ser meu de novo. Rebola para mim? – Perguntou Bruno que foi prontamente atendido quando eu rebolava sobre seu pênis e acariciava sua bunda.
Começava ali aqueles movimentos tão conhecidos; movimentos rítmicos que fazia-nos transportar a um lugar diferente daquele, um lugar de puro erotismo e prazer.
Enquanto ele me penetrava, sua boca se encontrava com a minha, sua mão deslizava sobre meu corpo e minha mão sobre suas costas, pescoço e rosto.
-Meu garoto. Será só meu de agora em diante, eu quero você. – Sussurrava em meu ouvido.
Bruno, depois de um tempo naquela posição colocou-me de joelhos e penetrou-me estando de quatro para ele. Foi a melhor de todas. Bruno parecia irracional, puxava-me pelo cabelo e sugava o meu pescoço enquanto eu me masturbava.
Senti-lo sobre mim foi tão especial, as horas corriam e não nos dávamos conta, pareciam ser minutos, deixávamos nos levar pela excitação, quando a respiração de Bruno foi ficando mais pesada, ele me colocou deitado de lado, virado de costas para ele; ergueu uma de minhas pernas e começou a me penetrar vorazmente, seu pênis vibrava e parecia crescer dentro de mim quando pude perceber seu gozo no instante em que ele foi parando com suas penetrações, deixando seu membro ainda dentro de mim, abaixando minhas pernas e me abraçando. Pude perceber a dimensão da situação quando seu pênis já amolecido saiu de mim e deitei-me de frente para ele. Pude ouvir seu sussurro:
-Te amo!
Aquilo me assustou. Estava dizendo como gratidão à transa? Estava dizendo ludicamente? Será que realmente me amava? A resposta logo apareceu quando pus meus braços sobre seu abdômen, ele com os olhos abertos repetiu olhando em meus olhos.
-Te amo!
Não soube o que fazer. Confundo facilmente amor com paixão e, apesar de termos nos conhecido a pouco tempo sabia que aquilo que eu sentia era mais do que paixão. Nunca amara um homem antes.
Virei de costas para ele e naquela cama deixei silenciosamente as lágrimas correrem. Era um choro sincero, estava confuso em dúvidas comigo mesmo, dúvidas em relação a ele.
Será que ele não estaria enganado dizendo aquelas palavras pra mim? Será que ele não está somente apaixonado? Pensamentos insanos, mas que não podia evitar e não sabia como evitar também.
Ali, as lágrimas correram amargamente. Estava com medo do futuro, do que seria daquela relação, acho que ninguém nunca me amou antes e aquele homem, o homem com o qual sempre sonhei me dizendo aquilo era bom demais para ser verdade. Estaria sonhando?
-O que aconteceu, meu lindo? – Já havia me tornado o seu querido. Bruno perguntou-me isso com uma voz tão doce.
Voltei-me para ele com o rosto molhado e ele assustado me perguntou por que estava chorando.
-Eu também te amo, muito. – Respondi.
-Era isso o que queria ouvir de você. – Bruno me disse.
Abraçou-me e me deu o beijo mais apaixonado de todos.
Era madrugada, estávamos deitados em conchinha, abraçados como um verdadeiro casal. Bruno entrelaçava sua mão sobre a minha, brincava com meus dedos e dizia palavras amorosas em meus ouvidos. Assim adormeci.
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