segunda-feira, 2 de junho de 2014

Negação dos rótulos: Uma prática (também) cidadã.

Olá meus caros e inexistentes leitores.
Faz um bom tempo que não trago qualquer novidade relacionada à minha nada mole vida, não?
Estavam com saudades? - Pois espero que sim.
Nem me lembro bem sobre o quê conversamos na última vez mas, talvez estejam cientes que entrei num curso de especialização em políticas públicas promovida pela federal de Goiás.
Fiquem felizes de saber que após 18 meses de luta e persistência, concluí. E com honrarias.
Tive nota máxima com um prazo de 15 dias para a realização de monografia.
Passei em um concurso público pela Prefeitura de Cocalinho-MT.
Breve realizarei minha mudança. Por enquanto, apenas correndo atrás de documentações e exames.
Cocalinho é uma cidade que se localiza no limite dos estados de Goiás e Mato Grosso e possui 3.500 habitantes em perímetro urbano e outros 2.000 residentes na zona rural.
Localiza-se a 400km da capital de Goiás, portanto, ao menos uma vez ao mês estarei aqui.
Poderia estar feliz (como de fato estou) mas, há algo que não posso deixar em branco: Meus comportamentos e crenças mediante uma sociedade rural.
Um amigo, agora a pouco, me disse que tenho comportamentos afeminados.
Concordo que talvez eu seja afeminado, mas apenas em situações específicas. Beber e estar com amigos próximos sempre me deram liberdade para brincar e ser mais "expansivo" em meus comportamentos.
O problema não seria este se meu amigo não houvesse dito que estes comportamentos se expandem para o dia a dia.
Isto para mim é uma desgraça. Nunca gostei e creio que dificilmente irá gostar de homens com trejeitos femininos. Até então, para mim, ser homosseuxual nunca foi motivos para adotar uma postura menos máscula.
Saliento: Exceto em casos de Transvestismo e Transsexualismo.
Quando meu amigo me disse estas coisas, confesso que senti o chão se abrir e novamente uma nuvem negra colocou-se sobre minha cabeça.
"Serei mesmo tão afeminado?" - Penso.
Dias atrás, assistindo a um testemunho de conversão da Miss. Lana Holder em que testemuhava ter-se tornado ex-lésbica (sim, creio que Deus possa nos libertar da prática do comportamento gay).
Nunca fui dos maiores fãs do antigo testamento bíblico pois a partir da vinda de Cristo, tornou-se algo ultrapassado, com suas inúmeras e incansáveis regras de comportamento que por milhares de anos limita o pensamento judaico.
Neste sentido, a vinda de Cristo veio como uma reforma a este arcaico modo de vida para a entrega livre e gratuita da graça e salvação de Deus aos homens e mulheres. Ou seja, não somos mais salvos pelo merecimento, mas sim pela graça e misericórdia de Deus por nós.
Onde quero chegar?
Notei que não há registros de condenação à prática homossexual apenas no antigo testamento, mas também no novo testamento; após a vinda de Cristo.
É bastante complicado pois pensava antes que Deus, em sua infinita e incontestável misericórdia e amor por nossas vidas e almas, jamais lançaria mão daquele que carrega consigo, genuinamente, o amor.
Pois de todos as outras coisas, o novo testamento nos fala de amor. E sendo por amor que lançou seu próprio Filho aos inimigos para morte.
Mas Deus, além de amor, é também justiça. E todas as formas de agressão ao seu Espírito não serão perdoadas, uma vez que a Palavra nos coloca um Deus "8 ou 80", não havendo meio termo. Estamos com Deus ou não.
Atualmente essa Miss. Lana Holder confessou nunca ter abandonado seu desejo por mulheres e, infelizmente, para tentar "curar-se", recorreu até ao casamento e maternidade. Atualmente dirige uma igreja chamada Cidade do Refúgio e é adepta da denominada Teologia Inclusiva que, a meu ver, é o meio termo tão odiado por Deus.
Esta visão teológica aceita a crença do homossexualismo e levanta aspectos bíblicos para a fundamentação de sua visão.
Confesso que é algo que tem resgatado centenas de homossexuais ao cristianismo. A concepção de que Deus não é um ser arredio, manipulador, abusivo, castrador e vingativo. Antes, porém, dá-nos o sentimento de acolhimento, pertença e aceitação pela igreja e por Deus. - Estas coisas são louváveis e desejáveis à igreja moderna, tão deturpada, corrupta e sanguinária.
Resgatando o tema: Que isso tem a ver comigo?
Todas estas práticas são consideradas abomináveis à sociedade (com tradição cultura extremamente arraigada à concepção judaico-cristã). E, pasmem, mesmo aos homossexuais.
Para os homossexuais há o homossexual como a ideologização de um terceiro sexo. Mas um sexo que é, intrinsecamente limitado em sua forma.
Como assim?
Há uma valorização do homossexual heterossexualizado. Ou seja, no caso do homem, um homossexual que tenha o porte físico de semi-deuses gregos, exalando virilidade pelos seus músculos desenhados a kilos de shakes e batidas misturadas à toda sorte de produtos químicos e horas em uma academia (talvez seja esta a razão para tanta admiração social).
Enquanto ao homossexual afeminado, travesti, transsexual, negro, pardo, indígena, morador de periferia, baixa renda, gordo, magricela, ... ?
Atentem para o que digo: Homossexuais são invariavelmente seletivos. Muito mais seletivos que heterossexuais.
Deste modo, não há de se espantar qual foi o meu susto quando este amigo me disse que era afeminado. Como membro de uma sociedade, compartilho das mesmas crenças; o que é ridículo pois sou gordo, pardo, mau-remunerado e, agora, afeminado.
São tantos adjetivos pejorativos que eu mesmo me aponto, há ainda aqueles forçosamente e socialmente empregados tanto a mim, quanto a qualquer outro (mesmo a você, caro leitor).
Condições das quais afunilam cada vez mais as condições necessárias para pormos em práticas nosso sentimento mais puro: amor.
Seja físico ou espiritual quanto mais adjetivos, menores as chances de encontrarmos alguém que nos aceite e nos ame em nossa própria condição.
E, se sem amor é impossível viver, como poderíamos dizer que vivemos??











Nenhum comentário:

Ocorreu um erro neste gadget