quarta-feira, 27 de julho de 2011

ALTO BOA VISTA - MT

Pato Fu - Simplicidade.

Vai diminuindo a cidade
Vai aumentando a simpatia
Quanto menor a casinha
Mais sincero o bom dia

Mais mole a cama em que durmo
Mais duro o chão que eu piso
Tem água limpa na pia
Tem dente a mais no sorriso

Busquei felicidade
Encontrei foi Maria
Ela, pinga e farinha
E eu sentindo alegria

Café tá quente no fogo
Barriga não tá vazia
Quanto mais simplicidade
Melhor o nascer do dia

Ainda ontem repousei a cabeça sobre aquela janela fria de um ônibus.
Eram quase meia-noite e apesar de estar escuro, ainda visualizava a silhueta daquelas que tanto me conquistaram e ainda conquistam.
Mesmo para aquela pequena cidade que ainda pouco conheço, mas que posso já dizer fazer parte de um pedaço do meu coração.
Um pedacinho esquecido por muitos, ignorado por outros...tanto faz.
Uma cidadezinha corriqueira, com sua vidinha pacata mas que encontra sua magia em seus habitantes.
Como já diz a letra de Fernanda Takai, "Vai diminuindo a cidade, vai aumentando a simpatia".
Possa isso talvez ser aplicado a este pequeno município no interior do Mato Grosso.
Seus habitantes tão simpáticos que souberam pouco a pouco conquistar a qualquer um de seus viajantes.
E poderia ser diferente?
Tão pequena, mas tão intensa. Com suas histórias, com seus personagens particulares, com suas peculiaridades e o melhor, sua simplicidade.
Enquanto aos habitantes? Como poderia me esquecer destes?
Pessoas sinceras, cordiais. Há mais dentes em seus sorrisos, há sinceridade em seus olhares.

Preso naquele calabouço que me levaria de volta ao caos da cidade grande, pude repensar todas as experiências, todos os sentimentos que vivi naqueles últimos dias.
Festas inesquecíveis, assistir ao nascer do sol às margens de um rio, risadas na calçada em frente a uma padaria, conversas em uma tarde, roda de amigos em um bar numa noite, diversões corriqueiras, simplórias, pueris. Brincadeiras e momentos que realmente fazem a diferença.
Como esquecer?
Como interpretar?
Por mais difíceis que as coisas aparentam estarem, haverá sempre um vizinho com o qual poderemos nos refugiar, conversar, tomar um café quentinho feito na hora, e opcionalmente fumar um cigarrinho.
A simplicidade, o conforto é o que marcam este povo. A simplicidade e o conforto deste povo foi o que me marcou.
Amigos fiéis, muitos conhecidos que mal se comparariam aqueles de minha terra natal.
Não há ciúme, não há inveja.
Podem haver fofocas e discussões, mas poderia pequenos detalhes destruir a riqueza de uma região?
Por mais difíceis e tortuosos possam parecer os tempos para uma pessoa, haverá sempre a esperança, o conforto de um irmão que saberá apaziguar qualquer coração aflito. E quantos destes irmãos não me cativaram?
Reconhecer que mesmo a distância e a saudade - irmãs siamesas vorazes - poderiam jamais nos afastar; poderiam jamais diminuir este sentimento tão intenso; poderiam jamais arrancar as vivências que tivemos; poderiam jamais arruinar o bom convívio de seus habitantes.
Não há tempo ruim além do que passamos no momento da despedida.
Não há momento melhor além daquele em que nos revemos, conhecemos o outro e desvendamos este outro, nos identificamos.
"Quanto mais simplicidade, melhor o nascer do dia", e como são belas suas manhãs.
Suas lanchonetes e seus bares abertos ao fim do dia. Seus proprietários se sentam à nossa mesa e desfrutam de uma agradável conversa que toma os mais diversos rumos.
Como comparar?
Por mais atrativa que pareçam ser as grandes cidades, por mais convidativas possam parecer suas luzes, nenhuma se compara à tranquilidade, às amizades, à simplicidade encontrada nas pequenas cidades.
Hum...Voltando para minha terra, ainda naquele ambiente frio, em uma noite de terça-feira.
Não haviam mais silhuetas conhecidas, agora eram apenas lembranças de um tempo que se foi, mas que com certeza, ainda haverá.
Há apenas lágrimas de despedida, Lamento pelos infortúnios e Sorrisos pelos bons momentos.
Foi maravilhoso!
Foi mágico!
Agradeço a todos os que contribuíram por estes momentos.

Dedicado este teste a: Rhanna e toda a família Milhomem, Cássia, Ludmila Taverny, Michelly, Márcia, Joab (ei! porque não? Rss), todos os outros que mesmo sem me conhecerem, que por uma simples troca de olhares tenham sido generosos o suficiente para adquirirem minha atenção e me recepcinado com uma saudação cordial.


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